Haddad dá indireta a Tarcísio: 'Lição de casa às custas do governo federal'

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deu uma indireta hoje ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) sobre a isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de alimentos da cesta básica.

O que aconteceu

Haddad disse que governador está “fazendo a lição de casa às custas do governo federal”. “Outro dia eu vi um governador falando que isenta a cesta básica. Perguntaram para ele: ‘Mas e a carne? E o ovo?’, e aí não tava na cesta básica do governador. Então, é muito fácil fazer fake news e dizer que já fez tudo, que está fazendo a lição de casa. Está fazendo a lição de casa às custas do governo federal.”

Governo federal pediu, no início do mês, que governadores isentem cobrança do imposto sobre alimentos básicos, e Tarcísio respondeu. Em vídeo publicado nas redes sociais, governador paulista disse que já estava fazendo o “dever de casa”. “Aqui em São Paulo estamos fazendo o dever de casa desde o início da gestão quando o assunto é comida mais barata na mesa. Não é de hoje que o ICMS no estado é zero para itens do dia a dia, como arroz, feijão, ovos, farinhas, legumes e verduras”, disse.

No mesmo vídeo, governador ainda apontou necessidade de controlar gastos públicos. “O que promove justiça social é a responsabilidade fiscal, é o olhar cuidadoso da gestão, é a tomada de decisões difíceis quando necessário pelo bem de todos”, afirmou.

Ovo é isento de cobrança de ICMS em São Paulo desde 2008, mas há cobrança de 11% sobre as carnes. Não incide imposto sobre arroz e feijão no estado desde 2016. No ano passado, Tarcísio decretou a renovação desses benefícios fiscais até o fim de 2026.

Na reforma tributária, sancionada em janeiro deste ano, alimentos considerados essenciais foram isentos de impostos federais. A lista inclui itens que não estão nas isenções paulistas, como leite, óleo e farinha.

Iniciativa do governo federal tenta conter alta nos preços da comida, considerada a maior pedra no sapato da gestão Lula. O aumento nos custos do grupo alimentos e bebidas foi superior ao da inflação geral, segundo dados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), e afeta a popularidade do presidente.

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