PF denuncia ao STF que X permitiu financiamento de perfis bloqueados no Brasil


Resumo
A PF informou ao STF que a rede social X permitiu financiamento a perfis bloqueados no Brasil, incluindo uso de criptomoedas, ligados a bolsonaristas investigados ou foragidos.



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a rede social X (antigo Twitter) permitiu que usuários financiassem perfis bloqueados no Brasil por ordem da Corte, incluindo o uso de criptomoedas. As informações são do Estadão.

Segundo a investigação, mesmo com as contas retidas, o X exibia dados adicionais e botões de apoio financeiro, possibilitando assinaturas e doações para perfis de bolsonaristas investigados. Entre eles:

  • @tercalivre e @allanldsantos – vinculados ao blogueiro Allan dos Santos, considerado foragido pela Justiça brasileira.
  • @Rconstantino – do jornalista Rodrigo Constantino.
  • @realpfigueiredo – do empresário Paulo Figueiredo Filho, denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por envolvimento em uma trama golpista.

“Ao invés de apenas ser exibida a mensagem indicando que a conta está retida, os perfis exibem alguns botões e informações que permitem, no Brasil, sem uso de VPN, aos usuários financiarem / apoiarem essas contas por meio da assinatura da plataforma X e, no caso de Allan Lopes dos Santos, o fornecimento de um endereço para o recebimento de valores em Bitcoin”, diz o relatório da Polícia Federal.

De acordo com o relatório, ao clicar no botão “resumo do perfil”, uma janela se abria mostrando uma mensagem gerada por inteligência artificial, apresentando Allan dos Santos como crítico ao ministro Alexandre de Moraes e ao presidente Lula.

Além disso, havia a possibilidade de assinatura do perfil de Allan dos Santos por R$ 25,90 ao mês e um endereço para doações via Bitcoin.

Outras irregularidades

A PF já havia identificado anteriormente que o X permitia transmissões ao vivo de perfis bloqueados no Brasil, permitindo que os investigados continuassem a divulgar conteúdo na plataforma.

A denúncia levanta novas preocupações sobre o cumprimento de decisões judiciais pelo X e o papel da plataforma na disseminação de conteúdo de contas proibidas no país.

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