PF rebate X e diz que empresa permite lives de bolsonaristas bloqueados

Blogueiro tem postagens acessíveis e possibilidade de apoiá-lo com bitcoins. Em relação à conta de Allan dos Santos, a PF identificou que ainda é possível ver postagens dele, o que está proibido pelo STF.

Com base nas informações apresentadas, foi possível evidenciar que a plataforma X permitiu a realização de transmissão ao vivo por meio da própria plataforma dos perfis com bloqueio judicial no Brasil: @tercalivre e @Rconstantino. Além disso, durante novas diligências realizadas por esses signatários, após determinação da autoridade policial, foi possível identificar que, ao acessar os perfis @tercalivre, @Rconstantino @realpfigueiredo e @allanldsantos, via navegador (desktop), são exibidas algumas informações adicionais destas contas.

Ao invés de apenas ser exibida a mensagem indicando que a conta está retida, os perfis exibem alguns botões e informações que permitem, no Brasil, sem uso de VPN, aos usuários financiarem / apoiarem essas contas por meio da assinatura da plataforma X e, no caso de ALLAN LOPES DOS SANTOS, o fornecimento de um endereço para o recebimento de valores em BITCOIN.
Policia Federal em relatório encaminhado ao STF em 13 de março

X falou em ‘falhas técnicas’

A empresa negou ter ajudado perfis bloqueados. Antes de pedir a perícia da PF, Moraes cobrou explicações do X no Brasil, uma vez que as atividades dos perfis bloqueados haviam sido mapeadas pela Polícia Federal. Em abril do ano passado, a companhia negou ao Supremo que tenha atuado para ajudar perfis bolsonaristas a driblar o bloqueio determinado por Moraes.

Moraes vinha cobrando a perícia da PF sobre as explicações do X desde setembro do ano passado. Ele chegou a reiterar a ordem e somente neste mês a corporação enviou sua análise sobre as explicações dadas pela plataforma. Relatório foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que deve se manifestar sobre o que foi identificado pela PF e pode pedir novas medidas em relação à plataforma.

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