Lideranças do PL dizem que não foram avisadas sobre fuga de Flávio

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta terça-feira (27), após sair de uma reunião de emergência com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que as lideranças do partido não foram avisadas sobre a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para os Estados Unidos. Mais cedo, o UOL havia mostrado que o grupo político e os integrantes da campanha de Flávio tinham sido pegos de surpresa com a informação.

Uma autoridade do governo de Donald Trump confirmou ao UOL que os Estados Unidos vão emitir vistos para Flávio e sua família. A saída do senador do Brasil surpreendeu aliados, que, segundo Marinho, não receberam informações sobre a viagem.

Em entrevista, Marinho afirmou que esteve com Flávio até o fim da tarde de segunda-feira (26) e que a última comunicação entre os dois ocorreu na manhã desta terça. Segundo ele, após ser procurado por jornalistas, tentou entrar em contato com o aliado e recebeu uma mensagem de texto por volta das 8h.

“Ele dizia que iria dar um tempo hoje e que depois conversaria conosco”, afirmou Marinho. “Foi a única comunicação que eu tive com ele, acho que em torno de 8 horas da manhã.”

Questionado sobre como recebeu a notícia da fuga, afirmou que ficou surpreso, já que havia conversado com o aliado na véspera sobre os próximos passos da oposição. “Ontem conversamos sobre a necessidade de que Flávio, com os 60 milhões de votos que teve, assumisse esse papel de liderança da oposição”, declarou.

Marinho critica medidas contra Flávio

Durante a coletiva, Marinho também criticou medidas judiciais relacionadas a Flávio e questionou o momento em que a Polícia Federal solicitou providências contra o senador após a proclamação do resultado eleitoral.

O pedido ocorreu sete minutos depois da divulgação do resultado. Para ele, a sequência dos acontecimentos levanta suspeitas sobre a atuação das autoridades. “Me parece uma preparação para uma coisa mais persecutória”, afirmou.

O senador também contestou elementos de uma investigação envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. De acordo com a versão apresentada por Marinho, informações bancárias enviadas ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), indicariam que não havia uma conta conjunta em nome de Flávio.

Questionado sobre quem poderia ter ajudado Flávio a deixar o Brasil, o senador não apontou nomes. Ele reiterou que não recebeu informações sobre a viagem.

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