Com embate e voto equivocado, Câmara mantém tramitação de projeto sobre merenda para professores

A Câmara de Cuiabá derrubou parecer da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) que barrava o projeto de lei que garante aos professores e demais profissionais da educação o direito à merenda escolar. A votação aconteceu durante a sessão ordinária desta quinta-feira (20) e foi marcada por embates entre vereadores.

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A presidente da CCJR, Samantha Iris (PL), defendeu que a reprovação do projeto foi baseada em uma questão técnica e não política.
“A Comissão de Constituição, Justiça e Redação é uma comissão técnica. Não importa qual vereador tivesse apresentado a matéria, existia uma questão técnica. Mas dentro do plenário nós temos voto político. Não mudo meu parecer, mas meu voto pode ser favorável à matéria e contra meu próprio parecer se for necessário”, explicou.
Segundo Samantha, um artigo do projeto continha inconsistências. O erro foi apresentado pelo prefeito Abilio Brunini (PL) ao autor.
“Foi só uma questão técnica que poderia ser corrigida de várias formas. É um projeto bom e o parecer da comissão segue o mesmo critério de várias outras matérias. O nosso voto aqui é político”, acrescentou.
O autor da proposta rebateu e negou ter criticado publicamente a decisão da CCJR.
“A senhora está analisando de forma equivocada. Eu sempre respeitei e em nenhum meio de comunicação disse isso. Respeito todos os vereadores dessa Casa e de forma alguma vou denegrir a imagem de ninguém”, afirmou.
Dídimo também citou que a reavaliação do parecer foi sugerida pelo marido da vereadora.
“Quem falou isso foi o esposo da Vossa Excelência, que pediu para que pudesse analisar e dar outro parecer. Se a senhora quer falar uma mentira aqui, vai ter que ouvir a verdade”, disparou.
A discussão foi interrompida pela vereadora Paula Calil (PSD), e a votação seguiu. Com a rejeição do parecer da CCJR, o projeto continuará tramitando na Casa. Agora, a proposta será encaminhada para novas discussões e votação em plenário.
Voto equivocado 
Durante a votação, o verador Ilde Taques (PSB) votou errado, seguindo o entendimento da CCJR. Ao perceber o erro, ele tentou corrigir, mas não conseguiu.

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