Dos EUA, Flávio marca presença em sessão da PEC da Segurança no Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou presença na sessão do Senado desta terça-feira (3), após fugir para os Estados Unidos, e votou a favor da PEC da Segurança Pública.

A proposta foi aprovada em primeiro turno por 73 votos a zero. A sessão é semipresencial, o que permite que os senadores participem remotamente e registrem o voto pelo aplicativo Infoleg. A PEC é uma das principais apostas do governo Lula (PT) para reorganizar o sistema de segurança e ampliar a integração no combate ao crime organizado.

O plenário também aprovou um requerimento do relator, Rogério Carvalho (PT-SE), para que a proposta de redução da maioridade penal seja votada separadamente. Flávio votou contra o requerimento, seguindo a orientação do PL, que defendia que a redução da maioridade fosse incorporada ao texto.

Foi a primeira vez que ele registrou presença desde que saiu do país, no dia 27 de outubro. O senador não avisou à mesa diretora sobre a viagem, e uma falta já foi contabilizada.

O senador Carlos Portinho (PL-RJ), líder do PL no Senado, afirmou que Flávio trocou o número de celular e teria feito a habilitação do aparelho para votar remotamente por meio de chamada de vídeo. “Hoje a sessão é remota. Ele não abandonou o mandato”, disse.

Flávio Bolsonaro pode perder o mandato se faltar, sem justificativa, a mais de um terço das sessões. Até 28 de outubro, o Senado realizou 48 sessões, e prevê outras 25 antes do recesso de dezembro. O senador contabiliza seis ausências não justificadas até o momento. Ele pode atingir o limite caso não volte ao país e falte às sessões presenciais previstas.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fugiu dois dias depois da derrota nas eleições presidenciais, depois de ser intimado a entregar seus passaportes por ordem do ministro Alexandre de Moraes. Ele saiu do país pela fronteira com a Argentina, onde pegou um voo para Miami com escala em Guayaquil, no Equador. Segundo o New York Times, ele teve ajuda do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e de assessores do governo americano.

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