
As chuvas voltaram a interromper a colheita de trigo no Rio Grande do Sul e elevaram o alerta sobre a qualidade do grão no campo. Segundo a TF Agroeconômica, temporais com volumes superiores a 100 milímetros em regiões gaúchas paralisaram novamente os trabalhos.
No estado, a colheita alcançou 60% da área, com 1,07 milhão de toneladas colhidas. Desse volume, 16% foram classificados como tipo 1, 66% como tipo 2 e 18% como tipo 3 ou fora de tipo. A consultoria estima que apenas 120 mil toneladas tenham padrão para moagem, enquanto 220 mil toneladas apresentem qualidade intermediária e 730 mil toneladas registrem problemas nos indicadores de qualidade, como número de queda (FN) e presença de DON.
Os moinhos procuram lotes de melhor qualidade e indicam de R$ 1.400 a R$ 1.450 por tonelada no interior gaúcho. Para exportação como ração, a indicação foi de R$ 1.220 por tonelada em Rio Grande. Em Panambi, o preço de balcão caiu para R$ 71 por saca. A retomada da colheita depende das condições apontadas na previsão do tempo.
Em Santa Catarina, o último negócio relatado em Campos Novos foi de R$ 1.600 por tonelada para trigo tipo 1. Parte do material já colhido apresenta baixo aproveitamento, mas as lavouras previstas para colheita no próximo mês estão em bom desenvolvimento. Segundo fontes locais, a chuva não deve afetar muito essas áreas, ainda em enchimento de grãos.
No Paraná, a produção é projetada em 2,2 milhões de toneladas, diante de uma necessidade de 3,85 milhões. Há estimativas de que apenas 800 mil toneladas possam ter classificação tipo 1, cenário que reforça a possibilidade de importações entre 1 milhão e 2 milhões de toneladas e de preços próximos à paridade de importação.

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