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Os advogados do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo Jair Bolsonaro, enviaram nesta segunda-feira, 24, ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma síntese dos argumentos da defesa para tentar convencer os ministros da Primeira Turma a rejeitarem a denúncia do golpe.
O memorial resume em dez páginas a argumentação da defesa prévia – de 173 laudas – encaminhada ao STF no início do mês.
Os advogados José Luis Oliveira Lima, Rodrigo Dall’Acqua, Rogério Costa, Millena Galdiano e Bruno Dallari Oliveira Lima, que representam o ex-ministro, afirmam que a denúncia é “contraditória, fantasiosa e assumidamente sem compromisso com as provas” e que “os procedimentos que lhe precederam padecem de diversas ilegalidades”.
“Diante de todo esse cenário, é manifesta a necessidade desse E. STF, com a sabedoria e serenidade que lhe são peculiares, rejeitar as temerárias acusações articuladas contra o Gen. Braga Netto”, pede a defesa.
Braga Netto foi apontado como um dos líderes de uma organização criminosa armada que, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), foi montada para manter Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022.
Segundo a denúncia, ele financiou uma operação para executar o ministro Alexandre de Moraes – o plano Copa 2022 – e fez a interlocução com apoiadores radicais de Bolsonaro que estavam acampados nos quartéis.

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