Os farejadores do julgamento de Bolsonaro

Quando o relógio bater 7h30 nesta terça-feira, dois cães farejadores da polícia do Senado (a polícia suprema não tem cães) vão percorrer o Supremo em busca de bombas. Sim, coisa de julgamento do século, darling. Vai começar o julgamento de Bolsonaro. Ok, tecnicamente, ainda é o julgamento da denúncia feita contra Bolsonaro e não o julgamento dele exatamente. (Denúncia essa que acusa nosso ex de ter liderado uma organização criminosa que planejou um golpe de Estado.)

Para os Perdidos: Se você ainda não entendeu o que acontece neste dia 25, vem descobrir com o Pedro Perdido Pelo Mundo da Política que estreia hoje aqui nesta que é a editoria predileta da galera que lê a Tixa. Ele está perdido, você está perdido, eu estou perdida, o Bolsonaro está perdido, o Lula está no Japão, mas a gente se encontra.

Os farejadores de plantão já farejam que a denúncia será aceita e Bolsonaro vai se tornar réu no processo criminal. De norte a sul, as apostas dão conta de que vai ser de goleada: 5 x 0. O caso vai ser julgado pela Primeira Turma do Supremo, e não pelo Plenário. Na turma, estão Dino e Zanin. Esses são os dois ministros que a defesa de Bolsonaro tentou derrubar do julgamento (por terem tido processos contra Bolsonaro), mas não conseguiu.

A defesa também tentou levar o caso para o Plenário do Supremo, mas ainda assim sem sucesso. Então é isso, o julgamento do século fica na Primeira Turma. (Depois, lá na frente, é certo que os advogados vão recorrer das decisões para tentar mudar o resultado.)

O procurador nada amigo geral da República, Paulo Gonet, anda dando uma de humilde e diz que o resultado do julgamento é “imprevisível”.

O Nunes Marques deu uma chance

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Carla Carabina Zambelli vai conseguir dar uma respirada por mais algum tempo. O supremo Nunes Marques pediu vista do processo em que a deputada está sendo julgada pelo crime de sair armada às vésperas da eleição (o que não é permitido), botando a população em risco e constrangendo a pessoa que ela disse que era um agressor (mas não estava armado e não a ameaçou fisicamente). Cinco ministros já votaram pela condenação e perda do mandato. Com o pedido de vista, a decisão final que sairia até sexta fica adiada por até 90 dias.

Imprevisível mesmo é o Kassab

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E o Kassab (líder do PSD), que saiu com essa hoje em entrevista a CNN? De que se o Tarcísio abençoar, ele será candidato a governador em 2026?

“O candidato em São Paulo é o Tarcísio, e o meu candidato será o dele. Caso ele decida disputar a Presidência e avalie que o meu nome é o mais adequado, eu aceito a missão.”

Nossa, Kassab, que emocionante.

E aí, o prefeito agora um pouco menos desconhecido de São Paulo, o Ricardo Nunes (MDB), não quis ficar para trás e manifestou a possibilidade de também sair a governador.

“A minha intenção é de ficar os quatro anos como prefeito. As coisas acabam mudando.”

O amor por São Paulo é algo que realmente emociona.

Empréstimo de Lula

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Imagem: Arte: TixaNews

A Gleisi Narizinho Hoffmann foi para as suas redes dizer que quem tiver dívidas é só recorrer ao empréstimo de Lula para resolver as pendengas. O empréstimo, na verdade, é uma nova modalidade lançada pelo governo que permite que as pessoas usem seu FGTS para garantir um novo crédito e assim ter juros mais baixos. Mas é bom lembrar que a prestação é descontada diretamente na folha de pagamento.

Gleisi apagou a postagem porque pegou meio mal dizer que era empréstimo de Lula.

Gilmar fanfarrão

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O supremo Gilmar Mendes foi a um evento da indústria e mandou essa:

“Me parece fundamental que haja uma discussão a propósito dessa temática [da remuneração do Judiciário]. Nós estamos vivendo um quadro de verdadeira desordem. A toda hora os jornais estampam novos penduricalhos e gratificações. É preciso que se estabeleçam regras e normas para isso.”

A toda hora mesmo. Na semana passada, a Folha falou dos penduricalhos no salário do ministro no ano passado.

E a Janja?

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A Janja, primeira-dama, viajou uma semana antes do Lula para o Japão (não se sabe ao certo por quais motivos ela foi tanto tempo antes. Mas parece que uns 4 dias depois que ela chegou no Oriente, teve uma agenda para escutar mulheres brasileiras). O fato é que não importa se tem agenda ou não, a galera já sai falando de cada viagem da primeira-dama (digamos que o sigilo de 100 anos botado pelo governo nos gastos de Janja não ajudou muito).

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