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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que Fuad tinha “compromisso inabalável” com BH. “Como ministro da Secretaria de Relações Institucionais, testemunhei seu compromisso inabalável com o desenvolvimento de Belo Horizonte e seu cuidado com a população belo-horizontina”, disse.
O governador de Minas, Romeu Zema (Novo), afirmou que trajetória do prefeito foi marcada por respeito e diálogo. “Com tristeza, nos despedimos de Fuad Noman, prefeito de BH. Sua vida pública foi marcada pelo diálogo e respeito, sempre a serviço de uma cidade e de um estado mais fortes. Meus sentimentos aos familiares e amigos. Descanse em paz, amigo.”
O deputado federal André Janones (Avante-MG) declarou que Fuad foi um “exemplo de liderança”. “Fuad sempre foi um exemplo de liderança: comprometido, culto, inteligente e extremamente carinhoso com todos. Em nome do povo mineiro e, em especial, de todos os belorizontinos, nosso muito obrigado por tudo, Fuad”, escreveu o parlamentar.
Bruno Engler (PL), que foi derrotado por Fuad no segundo turno da disputa municipal em 2024, lamentou a morte. “Lamento profundamente o falecimento de Fuad Noman. Neste momento de dor, nossos pensamentos estão com sua família e amigos”, afirmou o deputado estadual mineiro nas redes sociais.
Vice fala em ‘honrar’ legado
Vice-prefeito, que assumirá prefeitura após morte, afirmou que buscará “honrar” legado de Fuad. Álvaro Damião (União Brasil) publicou uma foto ao lado de Fuad nas redes sociais e disse que relação dos dois era como de pai e filho. “Fuad me tratava como um filho, sempre me orientando, aconselhando e puxando a orelha quando havia necessidade”, escreveu.
Damião está à frente da prefeitura desde o início de janeiro, quando Fuad se licenciou do cargo por problemas de saúde. Ele assumiu apenas três dias depois da posse. Damião é radialista e, até o ano passado, era vereador da capital mineira.
Nas redes sociais, Damião descreveu Fuad como um “guerreiro”. “No último ano o acompanhei passo a passo e testemunhei a força, a fé e a coragem de um homem que superou todos os limites possíveis e imagináveis”, afirmou. Ele disse ainda que Fuad fazia política “firme sem ser intolerante”. “Era propositivo, sem jamais ser impositivo. E sabia muito bem o que queria, sendo um homem do diálogo, da convergência e da união”, declarou.
Fuad estava internado desde 3 de janeiro, dias após tomar posse para seu segundo mandato. Foi uma de várias internações desde que descobriu um câncer no sistema linfático, um linfoma não Hodgkin, em julho de 2024, quando ainda era pré-candidato. Fuad passou por cirurgia e continuou em tratamento, mas sua saúde foi se debilitando, o que ocasionou novas internações.
Prefeito sofreu uma parada cardiorrespiratória às 22h de ontem. Ele foi reanimado, mas respirava com aparelhos. Segundo a equipe médica, estava com insuficiência renal aguda e entrou em choque cardiogênico —quando o coração não consegue bombear sangue para os outros órgãos.

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