Leia também:
PT aposta em Rosa Neide para o Senado e descarta divisão de votos com Fávaro
“Acho que encontramos solução salomônica para o nome do Hospital Central. Apresentei projeto de lei para dar o nome do Sebastião Rodrigues de Souza ao grande Templo da Assembleia de Deus da Capital. Então acho que agora tá resolvido, pastor fica com o nome no Grande Templo e vamos escolher alguém ligado à saúde para denominar o Hospital Central. E aqueles que não ficarem com o nome do Hospital Central, faremos com as alas. São quase 10 alas. Acho que agora ficou cada um no seu quadrado”, defendeu Wilson Santos, na sessão plenária desta quarta-feira (26), na Assembleia Legislativa.
Wilson impediu a votação do projeto de lei que propõe o nome de Sebastião Rodrigues de Souza pedindo vista da proposta. Ele argumenta que é preciso homenagear alguém ligado à área da saúde. O autor da proposta para homenagear o pastor, no entanto, ameaçou convocar pastores da Assembleia de Deus para uma manifestação em prol da homenagem do pioneiro da Assembleia de Deus.
“O grande Templo da Assembleia de Deus é uma obra privada e não temos prerrogativa de colocar o nome em obra privada. O que a gente pede é cumprir aquilo que as comissões já fizeram, principalmente a de Constituição e Justiça, que já deliberou, e coloque aqui em pauta, senão a gente vai ter que convocar pastores dos 142 municípios na próxima sessão para fazer um grande clamor”, afirmou Thiago Silva.
Quem acompanhou o embate foi Sebastião Rezende, parlamentar cuja principal base eleitoral são os fiéis da Assembleia de Deus.
“Apenas para falar pro meu amigo Wilson Santos que se ele realmente fez esse projeto ele já nasce morto. A uma obra privada eu não posso dar nome lá na propriedade de vossa excelência. Não tem sentido. O que nós queremos é que o projeto que está com vista para o deputado Wilson possa ser recolocado, colocando o prédio do Hospital Central o nome do pastor Sebastião Rodrigues de Souza”, disse Sebastião.
Enquanto isso, o presidente em exercício da Assembleia Legislativa, Júlio Campos, governador que iniciou a obra do Hospital Central há mais de 40 anos, lembrou que existe um projeto ainda mais antigo que propõe homenagem a mãe dele, a enfermeira Amália Curvo de Campos, e fez uma proposta em meio termo:
“O deputado Dilmar Dal Bosco tinha feito um projeto também com o nome da minha mãe, enfermeira Amália Curvo de Campos, foi a primeira mulher a ser enfermeira aqui em Mato Grosso, ainda no governo de intervenção Júlio Müller, na década de 40. Como não foi votado, o deputado Wilson sugeriu então deixar o nome Hospital Central de Cuiabá e denominar as alas. Uma ala com o nome do pastor Sebastião, outra com nome do ex-secretário Luiz Soares, uma ala com nome da enfermeira Amália Curvo de Campos, outra com o nome do Dr. Agrícola Paes de Barros, que foi o pioneiro. Seria uma forma de consenso”, afirmou Campos.
A sessão terminou sem consenso formado e na próxima semana deve voltar à pauta a discussão para dar nome ao Hospital Central.

‘Batismo’ do Hospital Central vira epicentro de disputa política na AL; pastores “ameaçam” fazer manifestação
A previsão de inauguração do Hospital Central no início do segundo semestre de 2025, os deputados estaduais acirraram a disputa interna pelo direito de “batizar” a unidade de saúde com o nome de alguém. De um lado, Wilson Santos (PSD) defende a homenagem a Luiz Soares, ex-secretário de Saúde de Cuiabá e de Mato Grosso, do outro, os evangélicos Sebastião Rezende (União) e Thiago Silva (MDB) defendem o nome do pastor Sebastião Rodrigues de Souza, pioneiro da Assembleia de Deus no estado e uma das vítimas da pandemia de Covid-19.
por
Tags: