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O governador afirmou que a medida visa proteger os 98% dos mato-grossenses que “agem dentro da lei”, enquanto 2% cometem crimes ambientais.
“Gente, eu já falei isso, cara, tem dois anos que eu falo isso. sou defensor dos 98% dos mato-grossenses que fazem as coisas corretas. Ponto! Quem defende os 2% que está praticando crime e ilegalidade, podemos fazer um debate também”, disse.
O governador argumentou que o estado gastará, somente neste ano, R$ 125 milhões no combate a desmatamento e incêndios ilegais e que o dinheiro poderia ser investido em saúde, educação e estradas. A quantia faz parte do plano de ação para combate ao desmatamento ilegal e incêndios florestais de 2025.
“Você acha que estaríamos jogando 125 milhões nesse programa? Podemos pegar esse dinheiro e colocar em saúde, em escola, em estradas, fazer tantas coisas para todos nós”, afirmou. “Esse tema, ele está dando grande prejuízo para o Estado de Mato Grosso”.
Quando perguntado sobre críticas do deputado estadual Gilberto Cattani (PL) à proposta, Mendes afirmou que a discussão deve ser feita em “nível mais alto”. Nesta semana, o parlamentar chegou a afirmar que iria propor uma moção de repúdio contra o chefe do Executivo.
Sobre a moção de repúdio, Mendes evitou polemizar, mas disse que a proposta tem base na Constituição Federal, que já prevê confisco para crimes como cultivo de maconha e produção de cocaína.
“Se algum dia essa norma ou essa lei for aprovada, e eu espero que sim, ela vai valer dali para frente. Quem quiser praticar o crime saberá das responsabilizações que tem”, declarou.
O governador ainda questionou: “Alguém aqui está preocupado, alguém aqui quer fazer desmatamento ilegal? Tem que deixar quem está, os 2% que estão cometendo esse crime, se preocupar com isso”.
Polêmica
A polêmica teve início após o governo estadual ingressar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a legalidade da expropriação de terras pertencentes a condenados por desmatamento ilegal. A medida gerou reação de parlamentares, incluindo Janaina Riva e Gilberto Cattani (PL), que criticaram a iniciativa.
O pedido do governo estadual ao STF solicita o reconhecimento da constitucionalidade da expropriação, sem indenização, de propriedades rurais onde houver desmatamento ilegal. A proposta é destinar essas áreas para fins de interesse coletivo, como reforma agrária, habitação popular ou conservação ambiental, em analogia às regras já existentes para terras usadas no plantio de substâncias psicotrópicas ou onde haja trabalho análogo à escravidão.

Mendes mantém defesa de confisco de terras com desmate ilegal e diz que tema tem gerado prejuízo para MT
O governador Mauro Mendes (UNIÃO) manteve sua defesa pelo confisco de terras de propriedades onde forem comprovados crimes ambientais, como desmatamento ilegal. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta quinta-feira (27), no Palácio Paiaguás.
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