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Bolsonaro e aliados haviam convocado, na manhã de 17 de março, um ato a fim de defender a anistia aos golpistas. Compareceram à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, cerca de 18,3 mil pessoas, segundo o mesmo grupo.
A quantidade frustrou o bolsonarismo, que esperava com ao menos um milhão de pessoas para pressionar o Congresso Nacional a aprovar a pauta. Por isso, outro ato está marcada para 6 de abril também na avenida Paulista.
“A manifestação mostrou, mais uma vez, que a esquerda tem dificuldade de mobilizar as suas bases. A manifestação foi maior do que a última manifestação de esquerda que medimos, contra a escala 6 por 1, em novembro do ano passado, mas ainda bem menor do que as manifestações bolsonaristas”, apontou à coluna Pablo Ortellado, professor de políticas públicas da USP e um dos coordenadores do levantamento.
Ortellado se refere à manifestação pelo fim da jornada 6×1, ocorrida em 15 de novembro de 2024, convocada pelos deputados federais Guilherme Boulos e Erika Hilton, do PSOL, e que contaram com a presença de 4,7 mil pessoas. Ambos os deputados estavam presentes no ato deste domingo, chamado pelas Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, entre outros grupos.
Bolsonaro postou em suas redes neste domingo uma ironia aos levantamentos, sugerindo que a contagem das manifestações das quais participa é sempre menor que as do outro campo político. “Segundo a USP e a rede globo manifestação do PT contra a anistia dos presos políticos do 8 de janeiro tem 5 bilhões de pessoas!”, disse. Não, se ele tivesse lido a “contagem da USP” antes de postar, veria que foram 6,6 mil, menos que a dele em Copacabana.

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