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A defesa de WT pediu à Vara de Execuções Penais da capital a revogação da decisão que o manteve detido no Raio 8 da PCE, em regime de isolamento. Também pediu imediata liberação de água mineral na sua cela, conforme solicitado pela equipe médica da prisão.
Em decisão proferida na semana passada, o juiz João Francisco pontuou que a manutenção de WT em regime diferenciado foi determinada pela maioria de um colegiado de juízes, em um processo que tramita em sigilo absoluto, que assim decidiram considerando a “segurança de toda a sociedade”, pelo prazo de seis meses.
Portanto, entendeu prudente o regular cumprimento da pena estabelecida, uma vez que, em 2024, a polícia confirmou que, mesmo preso, WT continuava dando ordens ao núcleo contábil da facção que não estava encarcerado.
Com relação ao pleito de fornecimento de água mineral, o magistrado ordenou que o sistema providencie água potável ao tesoureiro do CV, bem como oficiou a Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária, para que informe sobre da possibilidade de fornecimento de água mineral, conforme prescrição médica.
Supermercados, time de futebol amador, empresas, imóveis de alto padrão e tráfico: a Apito Final, ofensiva deflagrada em 2024 pela Polícia Civil, foi responsável por desarticular esquema de lavagem de dinheiro criado por integrantes do Comando, em Cuiabá, e comandado por WT.
Conforme as investigações, conduzidas pelos delegados Gustavo Belão, Rafael Scatolon e Frederico Murta, após deixar a prisão, em outubro de 2021, Paulo Witer, o WT, que já integrava a facção criminosa, se tornou tesoureiro do grupo e passou a movimentar cifra milionária, por meio de diversos esquemas de compra e venda de imóveis e veículos, além de um time de futebol amador, o qual Soldado era o centroavante, para dissimular e ocultar a origem ilícita dos valores. Apenas no período apurado, a movimentação alcançou, pelo menos, R$ 65,9 milhões.
Paulo Witer, Andrew, Alex Júnior e Tayrone Fernandes de Souza acompanharam o time “Amigos WT” em um torneio de futebol em Maceió. O time amador foi criado por Witer para lavar os dinheiros obtidos pela facção criminosa. Eles foram presos no dia 29, em Alagoas, no âmbito da primeira fase da Operação, em pleno campeonato. No momento da prisão em Maceió, Paulo Witer também não utilizava a tornozeleira eletrônica, mais uma vez descumprindo as medidas judiciais.
No dia 02 de abril de 2024, o advogado de Paulo Witer, Jonas Cândido e também investigado como integrante da organização criminosa, foi preso na capital alagoana, onde estava a serviço do cliente. Paulo e os comparsas foram transferidos para Cuiabá em abril, por ordem do juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, do Nipo.
Desde então, ele segue na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde foi colocado em regime diferenciado diante da sua importância na facção. Além da Apito Final, responde nas operações Ativo Oculto e PC Impacto, bem como outros crimes, razões que justificaram sua manutenção no regime diferenciado.

Responsável por lavar R$ 65 milhões do tráfico em Cuiabá, WT é mantido em ala de segurança máxima
O juiz João Francisco Campos de Almeida manteve Paulo Witer Farias Paelo, o “WT”, detido em ala de segurança máxima da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Membro da alta cúpula do Comando Vermelho em Mato Grosso, WT responde a várias ações penais oriundas de operações contra o crime organizado. Na última delas, a Apito Final, as investigações revelaram que ele seria o tesoureiro geral da facção em Mato Grosso, responsável por esquema de tráfico de drogas que movimentou R$ 65 milhões em dois anos.
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