Sob Galípolo, BC pode ajeitar um negócio que deveria ser evitado

Num banco privado, os negócios começam a terminar na mesa do controlador. Nos bancos estaduais —ou distritais—, o início do fim é a audiência com o governador. Ibaneis Rocha, o peemedebista que governa Brasília, demora a se pronunciar. Empresário de estimação do centrão, Daniel Vorcaro desfruta do apreço de cardeais do grupo que manda e, sobretudo, desmanda no Congresso.

Servindo-se da consultoria do ex-ministro petista Guido Mantega, Vorcaro cavou audiência com Lula. Só os três sabem o que conversaram. A caixa registradora que permitiu ao pequeno BRB comprar um banco maior é impulsionada por um capital de giro federal. Brasília recebe anualmente da União R$ 25 bilhões do Fundo Constitucional do Distrito Federal. Nesse contexto, o risco que o Banco Central corre é o de ajeitar um negócio que, por temerário, deveria ser evitado.

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