Ou Hugo Motta pune agressores de Marina ou passará por frouxo

Hugo Motta fez, por assim dizer, um risco no chão, como a sinalizar uma fronteira a partir da qual seria compelido a tomar providências: “Se o parlamentar aqui desrespeitar o colega, a própria Presidência vai acioná-lo no Conselho de Ética e vai fazer cumprir todas as medidas restritivas da Casa.”

De duas, uma: ou o presidente da Câmara providencia a punição dos agressores de Marina ou se consolidará como o dirigente “frouxo” que diz não ser. Pior: potencializará a percepção segundo a qual a Casa que dirige converteu-se num valhacouto de covardes indignos da representação popular.

Nenhum ser humano merece o tratamento afrontoso dispensado a Marina. Dona de uma biografia sem pesticidas, a agredida é respeitada no Brasil e no exterior. Os agressores não lhe chegam aos pés. Como se fosse pouco, Marina é deputada federal por São Paulo. Licenciou-se do mandato para exercer as funções de ministra.

Quer dizer: enquadra-se com precisão aos parâmetros fixados por Hugo Motta ao dizer que seria implacável com o desrespeito dos deputados com um “colega”. As agressões foram filmadas. As imagens estão à disposição. Se permanecer inerte, o presidente da Câmara merecerá, ele próprio, as sanções que prometeu impor aos transgressores do decoro. Chega de frouxidão com criminosos!

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