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Lideranças governistas saíram em defesa do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que tem sido alvo de críticas pela derrubada do decreto do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
O que aconteceu
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, se posicionou nas redes sociais. “O debate, a divergência, a disputa política fazem parte da democracia. Mas nada disso autoriza os ataques pessoais e desqualificados nas redes sociais contra o presidente da Câmara, o que repudio”, disse.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também defendeu Motta. Ele afirmou que o revés enfrentado pelo governo na votação do IOF não pode ser usado como justificativa para ataques pessoais ao presidente da Câmara.
Não é assim que vamos construir as saídas para o Brasil, dentre as quais se destaca a justiça tributária. O respeito às instituições e às pessoas é essencial na política e na vida.
Gleisi Hofffmann, ministra das Relações Institucionais
Reitero minha solidariedade ao presidente Hugo Motta, que, como qualquer representante em uma democracia plena, tem o direito de defender suas convicções. Nossa luta não se dirige contra indivíduos, mas em favor de princípios e propostas.
Deputado José Guimarães, líder do governo na Câmara
Governo foi ao STF contra derrubada do IOF
A derrubada foi uma grande derrota para Lula. Líderes governistas foram surpreendidos com a decisão de Motta de colocar o projeto em votação, na semana passada.
Motta se recusou a conversar com Gleisi Hoffmann sobre o tema. Ele não atendeu aos apelos até de aliados para discutir a votação na reunião de líderes partidários, antes de levar a matéria ao plenário.
Governo decidiu judicializar o tema. Segundo o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, a decisão do Congresso infringe a separação dos Poderes e a “legalidade tributária”. “A nossa conclusão é que o decreto é constitucional, ou seja, não poderia ser sustado pelo Congresso Nacional”, afirmou o ministro.

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