Cattani diz que escândalo das emendas faz deputados parecerem ‘ladrões’ e admite receio em indicar novos recursos

O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que o escândalo envolvendo supostas irregularidades na destinação de emendas tem gerado um clima de injustiça generalizada contra os parlamentares da Assembleia Legislativa. Segundo ele, os 14 deputados citados em uma reportagem do portal UOL passaram a ser tratados como “ladrões”, sem que haja provas ou garantias de ampla defesa.

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“O povo de Mato Grosso hoje vê os 14 deputados como ladrões. Isso é que ficou ruim, isso é que nós temos que combater”, declarou.
O deputado também revelou que, diante do episódio, está avaliando a possibilidade de não destinar mais emendas parlamentares, justamente por temer que qualquer erro alheio acabe recaindo sobre ele.
“Ah, sim, nesse ponto sim. Eu estou estudando ainda, nem utilizar mais emendas no futuro. Se for tão frágil assim, para que fazer isso? Nós não somos bancários, não estamos aqui para distribuir dinheiro. Estamos aqui para legislar em favor do povo mato-grossense”, disse.
“Não é crível que um deputado destine uma emenda, alguém vá lá na frente, faça algo errado, e o deputado pague por isso. Isso é um absurdo”, completou.
A polêmica teve início após vir à tona a informação de que o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) teria sido o responsável por encaminhar a denúncia inicial à Controladoria-Geral do Estado (CGE), o que desencadeou investigações que correm sob sigilo. O relatório, contudo, acabou vazando à imprensa nacional e embasou uma matéria acusando os parlamentares de envolvimento em um esquema da utilização do recurso em período eleitoral.
Apesar do incômodo, Cattani saiu em defesa de Pivetta e disse que ele apenas cumpriu o papel de gestor público ao levar a denúncia adiante.
“Eu não vejo que ele tenha feito algo errado. Se a denúncia chegou, ele tem a obrigação de passar adiante. O que está errado é o vazamento e a forma como conduziram a divulgação, colocando os deputados como já investigados ou criminosos”, afirmou.

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