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O pedido, registrado sob o número 334/2025, foi protocolado na última quarta-feira (18). Nele, Wilson requer a convocação da superintendente do Banco do Brasil em Mato Grosso, Wanda Aparecida da Silva Ribeiro, para prestar esclarecimentos à Assembleia Legislativa.
Segundo o parlamentar, o banco estaria se aproveitando do fato de ter exclusividade no acesso à folha de pagamento dos servidores estaduais. “O Banco do Brasil age com voracidade sobre o servidor. Ele é o único com acesso direto à folha — algo que outros bancos estatais, como a Caixa Econômica, o BNDES e o Banco da Amazônia, não têm. Quando o servidor atinge o teto da margem consignável, o banco vende seus serviços e desconta diretamente da conta, burlando os limites legais”, afirmou.
Dados da Secretaria de Planejamento e Gestão de Mato Grosso (Seplag) apontam que mais de 20 mil servidores estaduais já ultrapassaram o limite de 35% da margem consignável. Outros 2.700 utilizam o cartão de crédito consignado acima do teto de 15%, e cerca de 3 mil trabalhadores superam o limite de 10% no cartão benefício. No total, 42,5% dos servidores estão com descontos superiores aos parâmetros legais para consignações em folha.
“Isso é gravíssimo. Existem contratos que simplesmente ignoram a margem consignável. É um abuso institucionalizado. O servidor já está sendo lesado por bancos que agem com irresponsabilidade e ganância. Além disso, o próprio Estado, por meio do Desenvolve MT e do Fundeic, retira mais 7,85% da margem. Quando não há mais espaço na folha, o Banco do Brasil ainda oferece empréstimos fora dela, com juros muito mais altos que os de mercado. Compram as férias, o décimo terceiro… Nunca os servidores de Mato Grosso foram tão explorados como agora. Todo mundo está tirando um pedaço deles”, criticou Wilson.
A data da audiência com a superintendente será definida em comum acordo entre os deputados da Assembleia Legislativa e as autoridades envolvidas, até o dia 16 de julho de 2025.

Deputado cobra explicações do Banco do Brasil por extrapolar limite da margem consignável
O deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou um requerimento solicitando esclarecimentos do Banco do Brasil, responsável pela folha de pagamento dos servidores públicos estaduais, sobre possíveis irregularidades na concessão de empréstimos consignados. A instituição é suspeita de ultrapassar o limite legal de 35% da margem consignável.
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