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Ele relatou que conversou com a promotora do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Maria Fernanda, sobre o caso. E diz que ela também possui documentos sobre a situação, incluindo a existência de uma rua no local onde o aeroporto foi instalado.
“Eu conversei com a promotora Maria Fernanda, que é a responsável pelo caso. Realmente, tem uma via pública que passa ali em cima do espaço da Bom Futuro. A Bom Futuro afirma e apresentou alguns documentos que a Prefeitura tinha se posicionado de forma simplória até, mas tinha dado um ofício na gestão passada [ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB)] dizendo que não se importava com aquela via, que não tinha interesse nela”, disse. “A Maria Fernanda tem os documentos da situação da via”.
Ainda sobre o documento, disse que “é só um papel escrito que não tinha interesse de discutir esse assunto”. Ainda conforme Abilio, “não [foi regularizado de forma correta]. Nem valor tem”.
O prefeito afirmou que uma provável solução dessa e de outras áreas que estão ocupadas irregularmente por empreendimentos comerciais é estabelecer um programa de regularização com a devida compensação para a prefeitura. Os recursos captados, diz, seriam utilizados em um programa de regularização imobiliária de famílias em situação de vulnerabilidade.
“Eu acho que pode [haver uma compensação]. Tem muitas áreas aqui no nosso município que são de uso comercial, por exemplo, que foram invadidas por atividades comerciais. O que a gente tem que fazer é um programa de regularização dessas áreas comerciais e, com recursos captados, compensar na regularização imobiliária das pessoas mais vulneráveis”.
O prefeito se reuniu com representantes da empresa em seu gabinete, na noite desta terça-feira (1º). O encontro foi registrado pelo próprio gestor em suas redes sociais, onde relatou que os empresários estiveram na prefeitura “para demonstrar que desejam que tudo seja esclarecido” sobre a área onde foi instalado o Aeródromo Bom Futuro.
Em nota encaminhada à reportagem, o Grupo Bom Futuro alegou que o inquérito civil instaurado pela 17ª Promotoria de Justiça de Cuiabá, que apura suposta transferência irregular de terras públicas na área onde está localizado o aeroporto, tem origem em representação de terceiros “que não se conformam com decisões judiciais proferidas em ações de usucapião ajuizadas por legítimos possuidores de imóveis no Loteamento Parque Bandeira”.
Segundo a empresa, parte dessas decisões já foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e pelo Superior Tribunal de Justiça. Afirmou ainda que as posses foram adquiridas de forma onerosa de antigos ocupantes, muitos com mais de 30 anos de ocupação “pacífica, contínua e de boa-fé”.
A nota reforça que os processos judiciais que envolvem a regularização das áreas seguiram “o devido processo legal, com ampla produção de provas e manifestação expressa da Prefeitura de Cuiabá, que afirmou não ter interesse nas áreas, por se tratar de bens particulares”.

Abilio diz que documentos revelam desinteresse da gestão Emanuel sobre área onde está Aeroporto da Bom Futuro
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que documentos apresentados pelo grupo Bom Futuro mostram que a prefeitura, sob a gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), se posicionou de forma simplória e sem interesse sobre a área onde hoje está instalado o aeroporto de luxo do grupo. Segundo Abilio, trata-se de um ofício.
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