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O prefeito, em entrevista nesta quinta-feira (3), sugeriu que Maysa estaria apenas defendendo pessoas que buscam as UPAs apenas para obter atestados médicos.
“Eu tenho reparado em vários discursos da vereadora que parece que ela está defendendo quem quer pegar atestado. Tempo todo eu vejo ela se posicionando em defesa de quem quer pegar atestado. Ela vai na UPA, vê a recepção da UPA vazia, que para ela está vazia, provavelmente é porque a gente diminuiu essa prática de fornecer atestado, e ela parece que está reclamando que as pessoas não estão indo mais na UPA pegar atestado”, disparou Abilio.
O prefeito ainda sugeriu que os vereadores da oposição e os que se intitulam independentes formem “um clubinho” com a participação do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) para reclamar das ações que ele tem feito.
“A UPA é o lugar de pronto atendimento. Agora, a vereadora junto com os demais colegas dela como Dídimo, Jefferson, Daniel e Emanuel Pinheiro, se eles quiserem fazer um clubinho no WhatsApp para ficar reclamando das coisas que a gente tá fazendo, pode fazer”, continuou.
Questionado se as reclamações de Maysa e demais vereadores têm se intensificado por conta deles quererem se auto-promover devido à aproximação das eleições de 2026, Abílio disse que não. Contudo, discorda da abordagem.
“É o papel do vereador fiscalizar e eu acho que é bom que seja fiscalizado”, diz. “A fiscalização, ela ajuda a gente a apontar os nossos erros e mostrar o que a gente tem que fazer para melhorar. Agora a forma influencia. A forma, o posicionamento”.
“Se ela achava ruim a minha forma de fiscalizar e tá querendo fazer igual eu, veja ela falando o tempo todo que quer fazer igual eu, que quer fazer do meu jeito, que provavelmente ela acha que fazer igual eu dê um bom resultado, deu um bom trabalho, tá bom, faça igual eu, trabalhe”.
Já sobre a reclamação de Maysa de que as unidades estariam superlotadas com pacientes à espera de transferência, o gestor respondeu que essa é uma atribuição da regulação de urgência e emergência e que, portanto, é competência do Estado.
“A gente não faz a regulação de urgência e emergência. Ela pode reclamar do Estado, ela pode reclamar dos responsáveis pela regulação. Ela pode ir lá no Ministério Público e falar, ‘olha, o Ministério Público passa para o município para fazer a regulação’. Não é que a gente está fazendo esse enfrentamento, mas a regulação não é com o nosso município. A regulação de toda urgência e emergência é com o Estado”, concluiu,
A vereadora realizou uma fiscalização na UPA Morada do Ouro, em Cuiabá, nesta quarta-feira (2), e divulgou nas redes sociais que encontrou a recepção praticamente vazia, como foi divulgada pelo prefeito. Contudo, ela desafiou o prefeito a mostrar salas de emergências.
“Toda vez que ele mostrar para vocês[jornalistas] aleatoriamente, vamos abrir aqui no celular uma recepção, peçam para ele mostrar enfermaria, peçam para ele mostrar sala de medicação, peçam para ele mostrar o box de emergência, a UPA que ele mostrou vazia para vocês ontem, ela estava lotada ontem e ela está lotada hoje de pessoas que estão sentadas em cadeiras quebradas”, disse em entrevista também nesta quinta.
“Eu acompanhei e desafiei o prefeito a mostrar para vocês a emergência e o box de medicação de todas as upas que ele faz questão de dizer que estão vazias. O povo cuiabano não é um povo à toa que vai procurar a UPA para ter atestado para faltar ao trabalho”, disse.
