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Segundo ele, embora a gestão tenha conseguido economizar cerca de R$ 300 milhões, esse montante ainda está sendo usado para cobrir dívidas herdadas da administração anterior.
“O decreto termina, mas as medidas de contenção de despesas continuam. A nossa economia, que está em aproximadamente R$ 300 milhões, não é uma economia de superávit. Ela é uma economia ainda para abater déficit”, afirmou.
O prefeito detalhou que a Prefeitura possui cerca de R$ 700 milhões em dívidas de curto prazo, valores que precisam ser pagos ainda neste ano, incluindo débitos de 2023 e 2024.
“São dívidas com decisões judiciais que determinam o pagamento imediato”, explicou.
O decreto de calamidade financeira foi publicado no início do ano e vigorou por 180 dias. Ele foi motivado pelo aumento exponencial da dívida pública municipal, que saltou para R$ 1,6 bilhão entre 2017 e 2024, comprometendo a capacidade da Prefeitura de manter e ampliar serviços básicos.
Abilio explicou que, mesmo com o encerramento do decreto, a gestão continuará priorizando o equilíbrio fiscal.
“Quando a gente economiza R$ 300 milhões, a gente consegue abater uma boa parte dessas dívidas, mas também conseguimos implementar medidas novas”, disse.
Entre as ações que não estavam previstas no orçamento e foram implementadas pela atual gestão estão o fornecimento de café da manhã para todas as crianças e servidores da rede pública, que custou cerca de R$ 30 milhões, e o funcionamento do novo Centro Médico Infantil.
“Não estava na previsão orçamentária deste ano pagar o 13º e o salário de dezembro do ano passado. Mas a gente implementou isso e isso foi incorporado”, destacou.
Abilio também ressaltou que, apesar do cenário crítico, sua gestão conseguiu manter serviços essenciais em funcionamento e até expandir políticas públicas.
“Aceleramos o processo de tapa-buraco, limpeza de boca de lobo, restabelecemos a coleta de lixo e garantimos ônibus gratuito todos os domingos em Cuiabá”, pontuou.
Segundo ele, a estratégia adotada até aqui permitiu “pagar parte das dívidas, trazer investimentos importantes e entregar novos serviços à população”.
O prefeito ainda afirmou que todos esses dados serão apresentados de forma detalhada em sessão no Tribunal de Contas do Estado (TCE), no próximo dia 9.

Com R$ 700 milhões em dívidas, Abilio mantém freio nos gastos mesmo após fim do decreto de calamidade
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), confirmou o fim do decreto de calamidade financeira, mas deixou claro que as medidas de contenção de despesas continuarão em vigor.
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