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Os dados foram apresentados durante o 1º Fórum de Saúde Digital, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) nos dias 30 de junho e 1º de julho, no auditório da Escola de Contas, em Cuiabá.
Conforme a SES, o atendimento remoto proporcionado pelo programa gerou uma economia estimada em R$ 251 milhões aos cofres públicos e evitou o deslocamento de aproximadamente 273 milhões de quilômetros por parte dos pacientes, garantindo mais comodidade e agilidade nos atendimentos.
“Enquanto gestores, temos que buscar a eficiência do recurso público, e a Saúde Digital vem para isso: encurtar distâncias, reduzir gastos e melhorar a qualidade dos serviços prestados. Mato Grosso já tem mais de 135 municípios conectados e uma economia significativa. É fundamental debater e expandir esse serviço”, afirmou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
O vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Maluf, ressaltou que o evento também foi uma oportunidade para trocar experiências com outros estados. “Tivemos a presença de representantes de São Paulo e Bahia, além de Mato Grosso, e pudemos conhecer boas práticas que desconhecíamos muitas vezes. O evento tem sido extremamente positivo.”
O núcleo estadual de Saúde Digital funciona em uma unidade própria em Cuiabá, com apoio de pontos focais nas 16 regiões de Saúde do Estado, articulados pelos Escritórios Regionais de Saúde.
Segundo Diógenes Marcondes, assessor das políticas de Saúde Digital da SES, os atendimentos à distância já viabilizaram mais de 450 mil exames, como eletrocardiogramas e laudos de raio-x, com resultados entregues em minutos ou horas. “Isso elimina a necessidade de longas viagens para obter atendimento especializado”, explicou.
Atualmente, o programa oferece 35 especialidades e sete serviços: teleconsultoria, teleinterconsulta, teleconsulta, telediagnóstico, telelaudo, teleducação e point of care — exames com resultados imediatos.
Uma das especialidades disponibilizadas é a estomatologia, ramo da odontologia focado em doenças da boca. Mato Grosso possui apenas quatro especialistas nessa área e, em todo o Brasil, são cerca de mil. Mesmo assim, o programa já permitiu a emissão de 579 laudos em telestomatologia.
“Desses 579 casos, 15% tiveram confirmação de malignidade. O aplicativo é gratuito e, em até 22 dias, conseguimos responder ao caso, encaminhar para biópsia e, se necessário, agilizar o agendamento com cirurgião de cabeça e pescoço via Central de Regulação”, explicou a estomatologista estadual, dra. Diurianne França.
Presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems), Marco Felipe elogiou o avanço da saúde pública no estado e garantiu empenho para adesão dos sete municípios restantes.
“Estamos em uma virada de chave na Saúde Pública. Avançamos, nos últimos sete anos, o equivalente a mais de três décadas. O Cosems está pronto para colaborar e tenho certeza de que todos os 142 municípios estarão integrados ao programa. A previsão é que a capacitação seja concluída até o fim de agosto”, concluiu.

Programa de Saúde Digital já alcançou 135 municípios e gerou economia de R$ 251 milhões em Mato Grosso
Implantado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), o Programa de Saúde Digital já foi aderido por 135 municípios mato-grossenses e, entre 2018 e 2025, realizou 459.378 telediagnósticos, 2.968 teleconsultorias e 10.159 teleinterconsultas por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
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