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Segundo ele, a proposta fere o princípio da responsabilidade com o dinheiro público e representa aumento de custo para a população.
Nesta quarta-feira (25), os senadores aprovaram a proposta de lei que eleva de 513 para 531 o número de parlamentares federais, com base no crescimento populacional apurado pelo Censo de 2022. Os parlamentares aprovaram o texto com emenda para que não ocorra aumento de despesas. Com isso, a proposta volta para a Câmara para análise dos deputados.
O texto mantém as bancadas dos estados que, pela nova proporcionalidade, perderiam representantes, o que, na prática, gera aumento no total de cadeiras.
“O que precisa ser feito é a redistribuição proporcional de vagas. Nós não podemos aumentar o custo da estrutura pública. Os 513 deputados que temos hoje já são suficientes”, afirmou.
Para ele, o projeto é indevido e injusto com o cidadão. Ananias argumenta que estados com desempenho relevante para a economia nacional, como Mato Grosso, seguem com sub-representação, enquanto regiões com menor contribuição mantêm número elevado de deputados.
“Essa proposta não é decente. Nós temos que manter o que já existe e redistribuir vagas de forma proporcional. Mato Grosso, por exemplo, está sendo prejudicado. Já fomos penalizados duas vezes por essa falta de atualização. Quem entrega mais ao Brasil, como o nosso estado, deveria ter mais representação”, disse.
A fala de Ananias também se estendeu ao cenário estadual. Com o aumento da bancada federal mato-grossense de 8 para 10 deputados, a Assembleia Legislativa teria sua composição ampliada de 24 para 30 cadeiras, uma vez que a Constituição Federal determina que o número de deputados estaduais corresponde ao triplo da representação do estado na Câmara.
Esse crescimento na representação estadual também é alvo de críticas do dirigente do PL, que defende a manutenção das atuais 24 cadeiras.
“Eu manteria como está. Essa definição está clara para nós. O PL não vai compactuar com aumento de vagas. Somos contra qualquer elevação de custo para o cidadão. Já orientamos nossos parlamentares a se posicionarem contrários a isso”, declarou.
Segundo a proposta aprovada no Congresso, a mudança no número de deputados passaria a valer a partir da legislatura de 2027. Em Mato Grosso, a expectativa inicial era de acréscimo de apenas um deputado federal e três estaduais, conforme os dados populacionais, mas o texto aprovado amplia acima do previsto.

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O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou ser contrário ao projeto que prevê o aumento do número de cadeiras na Câmara dos Deputados e, consequentemente, nas Assembleias Legislativas dos estados.
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