Gilberto cita histórico de má gestão do consórcio da Baixada: ‘poderia ser muito mais eficaz’

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, lamentou a decisão do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), de retirar a capital do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Cuiabá (CISVARC).

Leia também
Maluf cita economia de 30% em compras e pede que Abilio reconsidere saída da capital de consórcio

Para o gestor estadual, embora a decisão seja legítima, ela representa um retrocesso na lógica de cooperação entre municípios e pode comprometer ganhos importantes para o sistema de saúde da região.
“Eu vejo com tristeza, porque o consórcio da Baixada Cuiabana nunca foi muito ativo, e a saída da capital, que tem grande potencial para melhorar a performance dos consórcios, é algo ruim. Temos exemplos muito positivos no estado, como o consórcio Teles Pires, com quem vamos firmar parceria para administrar o hospital de Sinop”, afirmou.
Segundo o secretário, os consórcios intermunicipais são importantes aliados na assistência à saúde, especialmente ao viabilizarem compras conjuntas de medicamentos e a contratação de serviços especializados, o que reduz custos e amplia o alcance das ações de saúde pública.
“Os consórcios atuam como coadjuvantes na assistência à saúde, promovendo economia de escala para os municípios. Quando são profissionais, efetivos e resolutivos, representam um ganho real para todos”, ressaltou.
Cuiabá oficializou a saída do CISVARC alegando suposta falta de transparência na gestão do consórcio, e o prefeito chegou a anunciar a intenção de formar um novo grupo ao lado de Várzea Grande e Rondonópolis, municípios também administrados por prefeitos do PL. A proposta, no entanto, não avançou.
Figueiredo reconheceu a autonomia dos municípios para aderirem ou não aos consórcios, mas ponderou que a ausência da capital pode enfraquecer a estrutura conjunta, especialmente por seu poder de compra e influência regional.
“É lógico que é uma decisão autônoma do município, e o prefeito deve ter seus argumentos. Mas sendo a capital, maior consumidora potencial de serviços, é triste vê-la deixar um arranjo que poderia ser muito mais eficaz com sua participação”, disse.
Gilberto Figueiredo evitou críticas diretas à decisão de Abilio, mas reforçou que o Estado seguirá buscando formas de fortalecer os consórcios, inclusive com apoio técnico e institucional.
“Não conheço com profundidade os argumentos que levaram o prefeito a essa decisão, mas temos que respeitar. Ainda assim, acredito que os consórcios são ferramentas poderosas quando bem geridos. A capital poderia ser protagonista nesse processo”, comentou.
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Guilherme Maluf, também já havia defendido a permanência de Cuiabá no consórcio, destacando que a presença da capital é estratégica para garantir economia e fortalecer os municípios menores.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: