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“Teve menos público do que em outras manifestações, né? Mas o fato é que Bolsonaro ainda continua com o apoio da população”, declarou Medeiros, ao comentar a presença de apoiadores em São Paulo. “Fiquei contente com o público que tinha lá. Muito cheio. A Paulista estava amarelada.”
O parlamentar também criticou interpretações sobre a baixa adesão ao ato e afirmou que há tentativas de deslegitimar manifestações ligadas ao bolsonarismo. “Se colocar um milhão de pessoas lá, vão dizer que tinha 10 mil e que estava esvaziada. Tiraram foto do helicóptero no início do ato e saíram dizendo que não tinha ninguém.”
A manifestação reuniu cerca de 12,4 mil pessoas no horário de pico, às 15h40, segundo estimativa do grupo “Monitor do Debate Político”, do Cebrap, em parceria com a ONG More in Common. A pesquisa, coordenada pelos professores Pablo Ortellado e Márcio Moretto, da USP, tem margem de erro de 1,5 mil pessoas.
O público representou cerca de um terço do registrado no ato de 6 de abril, quando Bolsonaro havia se tornado réu no STF e buscava pressionar pela aprovação do PL da Anistia — naquela ocasião, o grupo estimou 44,9 mil pessoas. A maior mobilização pró-Bolsonaro medida pela equipe da USP continua sendo a de 24 de fevereiro de 2024, com 185 mil participantes.
Medeiros argumentou ainda que o movimento conservador vai além da figura de Bolsonaro e que parte do sistema político e do Judiciário não compreendeu a base popular do grupo. “O projeto não é o Bolsonaro. Ele foi quem foi escolhido. Essas pessoas que estão nas ruas dão o tom. E o que está acontecendo é a criminalização de quem pensa diferente.”
O ato realizado na Avenida Paulista teve início por volta das 14h, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), e contou com discursos em defesa da anistia aos investigados e condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, além de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante sua fala, Bolsonaro voltou a negar tentativa de golpe e afirmou que, com maioria no Congresso, seria possível “mudar o destino do Brasil”, mesmo sem ocupar a Presidência da República. “Me deem isso que eu mudo o destino do Brasil. E digo mais: nem preciso ser presidente”, disse, em referência ao apoio nas eleições de 2026. Inelegível até 2030, Bolsonaro permanece como presidente de honra do Partido Liberal.

Medeiros admite público menor em ato pró-Bolsonaro, mas diz que apoio popular permanece robusto
O deputado federal José Medeiros (PL-MT) reconheceu, nesta segunda-feira (30), que o ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), realizado no domingo (29), na Avenida Paulista, teve público menor do que manifestações anteriores. Apesar disso, afirmou que a mobilização confirma que o ex-presidente segue com forte respaldo popular.
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