Mais de 2.300 celulares foram apreendidos nas unidades prisionais de Mato Grosso entre janeiro e junho de 2025. O dado faz parte de um balanço divulgado pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), que aponta o total de 2.387 aparelhos removidos durante 405 operações de revista em todo o sistema penitenciário estadual.

Segundo a Sejus, 16 das 41 unidades prisionais do estado passaram pelo 1º semestre do ano sem registro de celulares e outras sete unidades apresentaram apenas um aparelho encontrado em cada.
Além dos celulares, as operações também resultaram na apreensão de:
- 907 chips de telefonia móvel
- 1.072 carregadores de celular
- 4.805 porções de drogas
- 248 armas artesanais
- 27 drones usados para tentar entregar objetos nos pátios das unidades
O secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato, atribui os resultados ao uso crescente de equipamentos eletrônicos de inspeção, ao reforço na capacitação dos servidores e à atuação estratégica da Polícia Penal.

As ações, que ocorrem dentro do Programa Tolerância Zero contra Facções Criminosas, têm como foco principal o enfrentamento ao crime organizado e o reforço da segurança nas penitenciárias.
Advogados flagrados com materiais ilícitos
Conforme o levantamento, entre janeiro e junho, a Polícia Penal flagrou oito advogados tentando entrar em unidades prisionais com materiais ilícitos ou procurações falsas.
O caso mais grave ocorreu na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, quando um advogado foi flagrado pelo escâner corporal com 1,2 kg de cigarros escondidos no paletó.

Em outro episódio, registrado em maio, um advogado tentou entregar maconha escondida em uma caneta a um preso do raio de segurança máxima. As imagens do sistema de monitoramento confirmaram a tentativa. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi notificada em todos os casos.
Menos fugas
De acordo com a Sejus, houve uma queda de 62,85% no número de fugas no sistema prisional de Mato Grosso, em comparação com o primeiro semestre de 2024.
O total passou de 35 para 13 ocorrências. Segundo a pasta, o resultado é reflexo do reforço no controle de materiais ilícitos e da realização de operações simultâneas nas 41 unidades prisionais do estado.