Mauro sai em defesa de Pivetta e diz que população prefere políticos que não engavetam denúncias

O governador Mauro Mendes (União Brasil) saiu em defesa do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), nesta segunda-feira (7), ao comentar os desdobramentos da investigação que resultou na Operação Suserano. Pivetta foi o responsável por encaminhar à Controladoria-Geral do Estado (CGE) uma suspeita de superfaturamento em licitações da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf). Segundo Mendes, a conduta do vice é o que a população espera de um agente público.

Leia também
Defesa recomenda que Emanuel responda todos os questionamentos durante CPI: ‘está por dentro de tudo’
“Vem cá, essa é a opinião de quem? Pergunta para o cidadão mato-grossense o que ele quer. Se ele quer um político que, quando recebe uma denúncia, enfia na gaveta ou rasga, ou se ele quer um político que encaminha isso para a frente. Eu tenho certeza absoluta que a resposta de todo cidadão — inclusive vocês que estão aqui — é que, se você recebeu uma denúncia, você encaminha ela para ser investigada”, declarou o governador a jornalistas.
A declaração de Mendes ocorre em meio às especulações sobre o impacto político do episódio para o projeto eleitoral de 2026. Pivetta é cotado como possível candidato à sucessão de Mendes, que está em seu segundo mandato. Questionado sobre um eventual desgaste junto à Assembleia Legislativa, o vice-governador afirmou no fim de semana que não se arrepende da decisão e que continuará agindo da mesma forma sempre que tiver conhecimento de possíveis irregularidades. “A minha intenção foi apenas cumprir com o meu dever de ofício”, declarou.
A notícia repassada por Pivetta à CGE foi originada dentro da própria Seaf e resultou na abertura de auditorias e notas técnicas internas. Os documentos foram enviados à Polícia Civil, subsidiando a abertura de inquérito na Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor), que deflagrou a Operação Suserano em setembro de 2024. A investigação apura um suposto esquema de superfaturamento na execução de emendas parlamentares.
Em maio de 2025, a Deccor remeteu o inquérito ao Núcleo de Ações de Competência Originária (NACCO) do Ministério Público, após identificar indícios de participação de deputados estaduais. No mês seguinte, o relatório vazou à imprensa e ganhou repercussão nacional, com destaque para a citação de 14 deputados e ex-parlamentares.
A revelação gerou forte reação da Assembleia Legislativa. Deputados convocaram o controlador-geral do Estado, Paulo Farias Nazareth Netto, para prestar esclarecimentos e cobraram providências sobre o vazamento do relatório. O presidente da ALMT, Max Russi (PSB), pediu que o governador Mauro Mendes determinasse uma apuração interna, o que foi atendido. A investigação sobre a origem do vazamento está em andamento.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: