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Segundo ela, a previsão inicial era de 6 mil vagas, para que a arrecadação cobrisse a contrapartida de quase R$ 2 milhões mensais da Prefeitura, mas o que deveria se limitar ao centro comercial passou a atingir bairros residenciais, inclusive regiões com hospitais e clínicas de atendimento a pessoas em situação de vulnerabilidade.
“Não foi isso que a sociedade cuiabana pediu. O CDL e os comerciantes pediram rotativo na porta dos comércios do centro. Não pediram para lotear a cidade inteira. Hoje temos vagas em frente a clínicas que atendem pacientes renais, oncológicos, pessoas com deficiência e idosos. Essa população está sendo penalizada para que o contrato feche a conta”, criticou.
A vereadora afirmou que bairros como Bosque da Saúde, Jardim Cuiabá e Jardim das Américas já foram impactados pela ampliação das áreas de cobrança, e que moradores estão sendo obrigados a pagar estacionamento até mesmo na porta das próprias casas.
Ao ser questionado, o ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que firmou o contrato com a empresa CS Mobi durante sua gestão, reconheceu que a implantação do rotativo em áreas residenciais e sensíveis “passou batido” e que cabe à atual administração rever os pontos críticos.
“A questão do estacionamento em frente à casa, hospitais e tal, acho que passou batido e cabe uma revisão. Essa Casa pode olhar isso, não sou contra”, admitiu.
A declaração causou reação da parlamentar, que acusou a gestão passada de insensibilidade com idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de vulnerabilidade social.
“Se esse contrato só se sustenta com 6 mil vagas, isso significa que a cidade vai continuar sendo loteada com parquímetros, inclusive nas portas de quem mal consegue comprar remédio. Isso precisa ser revisto. A conta não pode ser paga pelos mais pobres”, disse.
A vereadora também lamentou que o contrato não garanta a isenção de pagamento para pessoas com deficiência nem para idosos, ponto que, segundo ela, chegou a ser alvo de uma tentativa do Legislativo, mas foi barrado por vício de iniciativa.
Emanuel, por outro lado, ironizou ao justificar a cobrança para idosos, afirmando que “não há jantar grátis”.
“Eu dei passe livre no ônibus para idosos de 60 a 65 anos, mas não posso dar isenção de estacionamento para idoso que chega com Maverick, Mustang, Ferrari… Idoso tem que pagar sim. Não tem jantar de graça”, respondeu.
A CPI deve apresentar seu relatório final nas próximas semanas, com possível pedido de indiciamento do ex-prefeito por improbidade administrativa.

Maysa ressalta que estacionamento rotativo vai além do centro e atinge bairros com hospitais; Emanuel diz que ‘passou batido’
Durante a oitiva na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Parceria Público-Privada (PPP) do estacionamento rotativo e do Mercado Municipal Miguel Sutil, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) criticou à expansão do sistema para além da região central de Cuiabá.
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