Moraes prorroga inquérito sobre atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA

O ministro do STF Alexandre de Moraes atendeu à solicitação da Polícia Federal e prorrogou por 60 dias a investigação sobre a atuação de Eduardo Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos.

O que aconteceu

Na semana passada, a PF pediu ao ministro mais tempo para apurar o caso. O deputado federal licenciado é acusado de três crimes: coação no curso do processo, obstrução de investigação e abolição violenta do Estado democrático de direito.

O inquérito foi aberto no fim de maio, a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). Na recomendação, a PGR afirmou que o “filho 03” de Jair Bolsonaro (PL) está nos Estados Unidos articulando sanções a autoridades para atrapalhar o julgamento da trama golpista, na qual o ex-presidente é réu.

Para a PGR, atuação de Eduardo é “atentado à soberania nacional”. A Lei dos Crimes contra a Democracia, sancionada por Jair Bolsonaro em 2021, proíbe negociações com governos estrangeiros por atos hostis contra o próprio país. Na recomendação, a Procuradoria diz que o deputado licenciado está tentando “submeter o funcionamento do STF ao crivo de outro Estado”.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde o início do ano, e se licenciou do mandato da Câmara em março. Em vídeo publicado nas redes sociais à época, ele disse que, naquele país, poderia “focar em buscar as justas punições que Alexandre Moraes e a sua Gestapo [polícia política do regime nazista alemão] da Polícia Federal merecem”.

Prorrogação acontece após Justiça do estado norte-americano da Flórida intimar Moraes em ação movida por redes sociais ligadas à extrema direita. As companhias Rumble e Trump Media, dona da Truth Social e ligada ao presidente dos EUA, Donald Trump, acusam o ministro de censurar o conteúdo delas no Brasil. O ministro ainda não recebeu a intimação e nem vai comentar o caso.

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