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Maysa ressaltou que, apesar de não ter sido seu desejo pessoal convocar Emanuel, a medida foi necessária para assegurar o direito ao contraditório e à ampla defesa, evitando qualquer brecha que pudesse comprometer a legalidade da investigação conduzida pelo Legislativo.
“Eu acho que deu palco para ele, ele estava apagado, esquecido, sem cargo, de férias, 450 dias da Assembleia Legislativa. Então a gente deu palco para ele, mas precisamos pensar com responsabilidade”, disse.
Segundo Maysa, havia o risco concreto de a CPI ser anulada caso Emanuel não fosse ouvido pela comissão.
“A CPI poderia ter sido cancelada por não ter dado o amplo contraditório de direito de defesa ao ex-prefeito Emanuel Pinheiro. Então, com responsabilidade para o andamento da CPI, nós tivemos que convocá-lo, embora não fosse o meu desejo”, comentou.
A vereadora também voltou a criticar as falas do ex-prefeito, afirmando que ele distorceu informações durante a oitiva e deixou dúvidas quanto à veracidade de suas declarações. Um dos pontos questionados por Maysa foi a suposta ausência de um parecer da Procuradoria-Geral do Município (PGM) sobre o contrato da CS Mobi, empresa responsável pelo estacionamento rotativo.
“A gente tem muitos sinais de que ele inverteu a verdade, né? A palavra ‘mentiu’ é uma palavra pesada, então ele inverteu e fantasiou a verdade. Agora, no quesito de dizer que não recebeu o documento do PGM, ou ele mentiu, ou o PGM mentiu, e aí cabe à Justiça agora descobrir quem dos dois está mentindo”, ressaltou.

Vereadores deram palco a Emanuel, mas convocação evitou risco de anulação da CPI, avalia Maysa
Durante avaliação da oitiva do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Estacionamento Rotativo, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) reconheceu que a presença do emedebista acabou dando visibilidade a ele, mas destacou que a medida era uma exigência legal para garantir a continuidade dos trabalhos da comissão.
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