Maysa pede desculpas à secretária de Saúde e sinaliza trégua após críticas: “não conheço seus percalços”

A vereadora Maysa Leão (Republicanos) revelou nesta terça-feira (8) que pediu desculpas à secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Lúcia Helena, por ter afirmado que ela “não era uma boa gestora”. O pedido teria ocorrido durante uma “conversa esclarecedora” entre as duas, disse Maysa em entrevista hoje pela manhã na Câmara. 

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O gesto ocorre após semanas de críticas da parlamentar, especialmente sobre o funcionamento das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a suposta resistência da pasta em atender solicitações do Legislativo.
“Falei para ela: ‘Lúcia, te peço desculpas – e falo aqui para a imprensa – por ter dito que a senhora não é uma boa gestora, porque eu não sei que percalços a senhora está passando e que liberdade tem para gerir Cuiabá’”. 
A vereadora acrescentou que agora está “à disposição para ajudar” e que tem “mantido diálogo com a secretária buscando um denominador comum”.
Nas últimas semanas, Maysa denunciou superlotação nas UPAs e dificuldades na transferência de pacientes. Como foi o caso de uma mulher com suspeita de câncer que, segundo a parlamentar, corria risco de “morrer dentro da unidade”. 
A situação foi resolvida, diz Maysa, com intervenção da Central de Regulação e de um médico não identificado, mas não pela Secretaria de Saúde. “A ajuda não veio de dentro da Secretaria, mas a paciente já está internada e em diagnóstico”, afirmou.
Na semana passada, Abílio respondeu à reclamação de Maysa de que as unidades estariam superlotadas, com pacientes à espera de transferência. Ele disse que, embora legítima a reclamação, essa é uma atribuição da regulação de urgência e emergência e, portanto, é competência do Estado.
“A gente não faz a regulação de urgência e emergência.  Ela pode reclamar do Estado, ela pode reclamar dos responsáveis pela regulação. Ela pode ir lá no Ministério Público e falar, ‘olha, o Ministério Público passa para o município para fazer a regulação’. Não é que a gente está fazendo esse enfrentamento, mas a regulação não é com o nosso município. A regulação de toda urgência e emergência é com o Estado”, disse Abilio na semana passada. 
 

 

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