Zambelli pede isenção de multa e mais prazo para entregar imóvel da Câmara

A defesa da deputada licenciada diz que não foi notificada pela presidência da Câmara. Segundo os advogados de Zambelli, a parlamentar e seus procuradores não foram notificados oficialmente. “Em um cenário estranho, as informações a respeito chegaram ao seu conhecimento exclusivamente e apenas por meio da imprensa, o que, por si só, justifica a impossibilidade de cumprimento de qualquer prazo anteriormente estabelecido para a desocupação”, diz o ofício.

Os advogados de Zambelli argumentam também que o deputado suplente, coronel Tadeu (PL-SP), não faz uso do apartamento. A defesa afirma que o suplente “declarou publicamente que não faria uso do imóvel funcional em questão, tampouco do auxílio-moradia”. O ofício é assinado pelos advogados Fabio Pagnozzi e Pedro Pagnozzi.

A parlamentar está afastada desde 29 de maio, quando pediu a primeira licença para tratamento de saúde. Depois, Zambelli solicitou mais 120 dias para “tratar de interesse particular”. Segundo as regras da Câmara, ela poderia utilizar o imóvel até 4 de julho, devido ao prazo de 30 dias contado a partir do fim do período de licença médica.

Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por mandar invadir os sistemas do CNJ. Ela e o hacker Walter Delgatti, segundo a decisão, agiram para inserir o nome do ministro Alexandre de Moraes na lista de pessoas com mandado de prisão em aberto.

Ela fugiu para Itália no mês passado e é alvo de um mandado de prisão. Zambelli também teve seu nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.

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