Com a fase de oitivas encerrada, a CPI do Transporte Coletivo de Campo Grande entra agora no que o presidente da comissão, vereador Dr. Lívio (União Brasil), chamou de “fase silenciosa”.
Até o dia 15 de agosto, os quatro membros da CPI devem entregar à relatora, vereadora Ana Portela (PL), uma minuta com as principais conclusões, falhas identificadas e sugestões para o transporte público da capital.

Com base nesses documentos, Ana Portela será responsável por consolidar o relatório final, que deve reunir os principais pontos apurados em quase quatro meses de investigações. A previsão é que o relatório seja entregue oficialmente em meados de agosto, podendo haver reuniões internas até lá.
Entre as medidas já definidas para constar no documento está a pressão na troca de pelo menos 100 ônibus antigos da frota operada pelo Consórcio Guaicurus, que atualmente circulam fora do prazo de vida útil. O relatório também deve ser encaminhado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas, que, segundo Dr. Lívio, também serão cobrados por falhas na fiscalização do contrato com o consórcio.
“Vamos exigir a modernização da frota e responsabilizar quem deveria fiscalizar. O usuário de Campo Grande pode ter certeza de que a CPI vai gerar resultados concretos”, afirmou o presidente da comissão.

Última oitiva
A 16ª e última reunião da CPI ocorreu nesta quarta-feira (9), com quase 40 minutos de atraso, e teve como foco ouvir representantes da gestão municipal. Prestaram depoimento, em conjunto, três nomes ligados à área de mobilidade urbana: Catiana Sabadin, da Secretaria de Planejamento e Parcerias Estratégicas; Andréa Torres, diretora-adjunta da Agetran; e Marcelo Miglioli, secretário municipal de Infraestrutura.
Entre os assuntos discutidos estiveram a execução do PAC da Mobilidade, a situação do asfalto nas vias da capital e os corredores exclusivos para ônibus, uma demanda antiga dos usuários do transporte coletivo.
CPI
Criada para investigar a execução do contrato com o Consórcio Guaicurus e a fiscalização feita pela Prefeitura, a CPI realizou 16 reuniões públicas, ouviu diversos gestores, analisou documentos e relatórios técnicos ao longo de quase quatro meses de trabalho.
Agora, com as oitivas encerradas, o foco se volta para a produção do relatório e para as ações que deverão ser cobradas da prefeitura, das empresas e dos órgãos de controle.