Grupo de adolescentes é flagrado jogando pedras em morador de rua

Um grupo de seis adolescentes foi flagrado na noite de segunda-feira (7) atirando pedras contra um homem em situação de rua que dormia na entrada de uma empresa, no bairro Monte Líbano, em Campo Grande. A ação, registrada por câmeras de segurança, chocou o proprietário do local, o empresário Philippe Ávila.

Inicialmente, Ávila acreditou que a estrutura de vidro quebrada em frente à empresa se tratava de uma tentativa de furto ou vandalismo.

“Quando cheguei na manhã de terça (8) e vi o vidro estilhaçado, fui direto às câmeras de segurança para entender o que tinha acontecido”, contou ao Primeira Página.

No entanto, ao revisar as imagens, a surpresa foi ainda mais perturbadora. As imagens mostram os adolescentes passando pelo local por volta da meia-noite e lançando pedras na direção à empresa. Uma delas acabou atingindo a estrutura de vidro, o que inicialmente levou o empresário a pensar em um ato de depredação.

“Ao mudar o ângulo da câmera, vimos que, na verdade, eles estavam atacando um morador de rua que dormia ali, provavelmente tentando se proteger do frio”, relatou.

Indignado, ele classificou a cena como um ato de violência gratuita contra uma pessoa indefesa, e alertou para o perigo de esse tipo de comportamento evoluir para crimes ainda mais graves.

“É esse tipo de atitude que, se não for combatida, amanhã ou depois vira algo ainda mais grave, como tacar fogo em pessoas em situação de rua. E a gente se pergunta: como começa esse tipo de maldade? É assim”, lamentou.

O empresário disse que optou por não registrar boletim de ocorrência, pois entendeu que o prejuízo material não justificaria, neste caso, a movimentação formal.

“Percebemos que não daria tanto resultado. O prejuízo não foi tão relevante — um vidro daqueles custa cerca de mil reais — e a probabilidade de encontrar [os envolvidos] é mínima”, avaliou.

A maior preocupação, segundo ele, foi com a gravidade do episódio e a violência contra alguém completamente indefeso.

“Independentemente de qualquer cenário, o mais grave foi o que aconteceu com o morador de rua. A gente conhece histórias assim: começa com quem atira pedra com crueldade, sem nenhuma humanidade, e amanhã pode estar colocando fogo em uma pessoa”, alertou.

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