O médico Rodrigo Bernardino foi indiciado por homicídio culposo, após a conclusão do inquérito que investiga a morte da estudante Thayane Oliveira Sousa Leal, de 35 anos. Ela morreu durante uma cirurgia plástica em Cuiabá, em outubro de 2024, em Cuiabá.
A investigação ouviu o marido da vítima, profissionais da clínica, anestesistas e o próprio cirurgião. A equipe médica afirmou que os exames pré-operatórios estavam normais e que a paciente foi estabilizada após a primeira parada, mas teve nova complicação no trajeto até o hospital.

A Polícia Civil apontou que, embora os exames estivessem em dia, o hospital não contava com UTI, fator determinante para o agravamento do quadro clínico. O médico, segundo a Polícia, será responsabilizado por negligência médica.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Judiciário.
Relembre o caso
Thayane morreu no dia 23 de outubro de 2024, após sofrer duas paradas cardiorrespiratórias, uma durante a cirurgia e outra no caminho para um hospital com Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A jovem se submetia a dois procedimentos simultâneos: abdominoplastia e lipoaspiração.
A cirurgia foi realizada no Hospital Valore, em Cuiabá, que, em nota, lamentou o falecimento e disse que a paciente recebeu atendimento adequado e seguiu todos os protocolos. A instituição já esteve envolvida em outra morte semelhante: em 2021, Keitiane Eliza da Silva, de 27 anos, também faleceu após passar por procedimentos estéticos no local.
Thayane era estudante de Óptica e Optometria, mãe de três filhos, e sonhava com a transformação estética proporcionada pela cirurgia.
O marido contou que a cirurgia duraria de 4 a 5 horas, com boletins periódicos, mas deixou de ser informado após o primeiro contato e só soube da gravidade quando o médico apareceu no quarto para relatar a intercorrência.
O Primeira Página tenta contato com a defesa do médico.