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A revista britânica The Economist publicou um texto intitulado “Brasil ataca a santa padroeira do meio ambiente” em referência a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede).
O que aconteceu
A revista relembra os ataques machistas sofridos por Marina na Câmara dos Deputados. “Parlamentares a insultaram por quase sete horas. Eles a chamaram de deselegante e uma vergonha, também a compararam com terroristas”, diz trecho. O texto cita as duas ocasiões em que a ministra participou de sessões no Congresso —em ambas, ela foi alvo de machismo.
“Essa linguagem chauvinista é desagradável e reflete o estado atual do discurso ambiental no Brasil”, afirma a publicação. Para a The Economist, o governo Lula está “desesperado por dinheiro” e quanto mais o relacionamento com os deputados se “deteriora”, mais o presidente “se mostra relutante em se opor” ao parlamentares. Na semana passada, a revista publicou artigo com críticas a Lula, nele a publicação diz que o petista perdeu influência no exterior e é “impopular em casa”.
A revista cita projeto de lei que altera as exigências para obtenção de licenciamento ambiental. A proposta do Congresso, segundo o veículo britânico, “destruiria as proteções ambientais e abriria novos caminhos para a corrupção” no Brasil. Segundo a The Economist, “os que atacam Silva querem aprovar” o projeto.
Marina tem três obstáculos principais pela frente, elenca a revista britânica. Um deles é a força do Congresso com as emendas parlamentares —o texto ressalta que muitos deputados condicionam o apoio a projetos a partir da liberação de dinheiro. A composição do Congresso é citada como um segundo obstáculo da ministra. “A bancada ruralista representa agora quase dois terços dos congressistas nas duas Casas”, afirma o texto.
“O último obstáculo são as frágeis finanças do governo”, pontua o texto. A publicação afirma que parte da dívida pública do Brasil ocorreu durante os governos dos antecessores de Lula, mas a revista ressalta que o presidente “não está ajudando”. A The Economist cita como exemplo o aumento do salário mínimo, os gastos sociais e a possível isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, que está em análise no Congresso. “E assim o movimento ambientalista no Brasil está pressionado”, diz a revista.
Segundo a publicação, Marina era uma “estrela internacional”, quando renunciou o cargo de ministra em 2008. O texto relembra um pouco da trajetória da ex-senadora e afirma que ela foi responsável por moldar políticas climáticas no país.

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