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O conselheiro defende que o Executivo assuma definitivamente a gestão da unidade, como forma de garantir o atendimento da população e evitar um colapso no sistema de saúde da capital.
“A Santa Casa jamais vai fechar as portas. Soluções irão acontecer, seja por parte da prefeitura ou do governo do Estado. Mas fechar, não fecha. Quantas vezes já enfrentou crises? E nunca parou de atender”, declarou.
A declaração ocorre dias após o governador Mauro Mendes (União) descartar a possibilidade de compra do hospital, mesmo diante dos repasses mensais feitos desde 2019 para pagamento de dívidas trabalhistas da unidade, sob responsabilidade do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Para Sérgio Ricardo, o governo já atua, na prática, como gestor do hospital.
“Já está pagando mensalmente as dívidas trabalhistas da Santa Casa. Assuma a Santa Casa. É a minha sugestão ao governo do Estado”, afirmou.
O conselheiro ainda propôs uma reunião com todos os chefes de Poderes e órgãos de controle para discutir uma saída conjunta e definitiva para a unidade hospitalar mais antiga de Mato Grosso.
“Vamos reunir prefeitura, governo, Tribunal de Contas, Tribunal Regional do Trabalho, Ministério Público. Vamos abrir esse diálogo. A Santa Casa não pode fechar. Ela atende 250 crianças por dia. Ninguém tem hoje condições de substituir o que a Santa Casa entrega para a população”, alertou.
Contexto
Apesar das sugestões do TCE e de parlamentares, o governador Mauro Mendes reiterou que não tem interesse em adquirir o prédio. Segundo ele, o governo já paga indenizações pelo uso do espaço, mas pretende transferir os serviços atualmente oferecidos pela Santa Casa para o novo Hospital Central, em fase final de obras.
“Se você tem uma casa alugada e compra uma casa própria, tem que continuar pagando aluguel? Claro que não”, disse Mendes.
O governo afirma que mais de R$ 29 milhões já foram repassados desde 2019, mas que os pagamentos não configuram aluguel e sim compensação pelo uso do imóvel e equipamentos, conforme decisão judicial.

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O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou nesta terça-feira (9) que a Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá não vai encerrar suas atividades, apesar das dificuldades financeiras e da decisão do governo de não adquirir o prédio.
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