Bancada do agro pede “resposta firme” contra taxação de 50% imposta por Trump

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifestou nesta quarta-feira (9) “preocupação” com a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. O anúncio da taxação foi feito por meio de carta oficial enviada pelo mandatário americano ao presidente Lula (PT).

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A bancada federal de Mato Grosso, composta por oito deputados federais e três senadores, integra a FPA, que reúne um total de 303 parlamentares.
“A medida, comunicada por meio de carta oficial enviada ao governo brasileiro, representa um alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os dois países”, diz a nota da FPA. 
A entidade destaca que “a nova alíquota produz reflexos diretos e atingem o agronegócio nacional, com impactos no câmbio, no consequente aumento do custo de insumos importados e na competitividade das exportações brasileiras”.
Diante desse cenário, a FPA defende uma “resposta firme e estratégica”, classificando o momento como de “cautela, diplomacia afiada e presença ativa do Brasil na mesa de negociações”. 
A Frente Parlamentar reitera “a importância de fortalecer as tratativas bilaterais, sem isolar o Brasil perante as negociações. A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas.”
Na carta, Trump citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, para justificar o ataque ao Brasil. Também mencionou ordens STF contra apoiadores do ex-presidente brasileiro que mantêm residência nos Estados Unidos.
O presidente estadunidense justificou a medida tarifária citando ainda supostos “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.

 

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