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Após o tarifaço anunciado em 2 de abril, o Brasil passou a pagar 10% de tarifas sobre produtos importados. Outros países do mundo foram atingidos de maneira bem mais dura.
Brics e Bolsonaro
O presidente americano elevou o tom contra o Brasil nesta semana.
Na segunda-feira, ele fez uma manifestação pública por meio de rede social defendendo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está sendo processado por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal.
Hoje, Trump associou o processo contra o ex-presidente, que classifica como “perseguição política do Judiciário brasileiro”, com a necessidade de tarifa sobre os produtos do Brasil.
“A maneira como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente Respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma desgraça internacional. Este julgamento não deveria estar acontecendo. É uma caça às bruxas que deve terminar imediatamente!”, escreveu o presidente americano na carta em que anuncia o aumento dos impostos.
“Devido, em parte, aos ataques insidiosos do Brasil às eleições livres e aos direitos fundamentais de liberdade de expressão dos americanos […] a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todos e quaisquer produtos brasileiros enviados aos Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais. Mercadorias redirecionadas para evitar esta tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta”, diz o texto.
A pressão sobre o Judiciário e sobre a economia brasileira está sendo feita na esteira de mais um ataque do americano contra o Brics.
O Brasil sediou a reunião da cúpula do bloco nesta semana no Rio, que foi criticada por Trump.
A avaliação de integrantes do governo e do Judiciário brasileiro é que existiria um caráter político por trás da escalada dos ataques contra o Brasil neste momento.

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