Espanto: Eduardo marca encontro do pai com a cadeia e seu com a ação penal

Colocam-se, assim, como agentes de um governo estrangeiro que atuam contra o Brasil e os brasileiros.

Basta ler a carta de Trump e atentar para o que lá vai. Sim, ele cita o processo contra Bolsonaro, mas este não passa de um brinquedinho exótico seu. Se o país fizer as suas vontades na área comercial, comportando-se como colônia obediente, cessam as sanções.

SABUJOS
Trump encontrou, com efeito, uma situação excepcional por aqui. Nas suas loucuras tarifárias, quase nunca, ou nunca, pôde contar com forças políticas nos países-alvos dispostas a comprar integralmente a sua causa e a se comportar como suas agentes infiltradas. Ao contrário até: na Europa, por exemplo, mesmo a extrema direita resistiu às suas investidas porque se diz, a rigor, uma força nacionalista, ocupada em proteger a economia doméstica.

No Brasil, o presidente americano detectou esses valentes que não têm nenhum receio de atuar como braço dos interesses de um país estrangeiro. Nem os neofascistas e neonazistas europeus têm coragem de dizer “Make Italy Great Again”; “Make Germany Great Again”; “Make France Great Again”… Mas os nossos fascistoides têm o desassombro de ir para as redes para pregar “Make Brazil Great Again”. Por que Trump não os usaria?

Observem que se trata da expressão do golpismo por outros meios. Sei lá em que maluquice autocongratulatória esses dois senhores se meteram, de sorte que um adula a maluquice do outros. Custo a acreditar que imaginem que, assim, conseguirão reverter a situação de Bolsonaro. Eduardo, que se coloca como pré-candidato à Presidência, aposta mesmo que pode tornar viável a sua candidatura, chantageando todo o Supremo e, se notarem bem, as empresas brasileiras? Será que esperam, a partir de agora, com Trump se comportando como um mafioso contra o Brasil, mobilizar o Congresso Nacional contra o Supremo?

A carta do presidente americano é clara a mais não poder. Bolsonaro é mero brinquedinho de seus interesses contra o Brasil. E os dois que assinam esse documento absurdo, um deles com mandato, se colocam como agentes dessa investida.

Custo a crer que Eduardo esteja sendo assessorado por algum advogado. Se estiver, o profissional consegue ser mais imprudente do que ele próprio. Financiado pelo pai e assinando embaixo da pressão de Trump contra o Brasil — que é, de fato econômica, mas revestida de glacê político —, ele confessa ter mobilizado, com o patrocínio do réu, a máquina mais poderosa de pressão política mais poderosa do mundo para interferir na instrução criminal e praticar coação do curso do processo. Está cavando a prisão preventiva de seu pai e se candidatando, ele também, a ser denunciado.

Qual será o próximo passo? Defender um ataque armado dos EUA ao Brasil em nome “da nossa liberdade”?

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