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Movimentos sociais e partidos de esquerda fazem um ato hoje, na avenida Paulista, para pressionar o Congresso pela taxação dos super-ricos, a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e o fim da escala 6×1.
O que aconteceu
Ato acontece em São Paulo, às 18h, no MASP, e em frente à Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, às 17h. O protesto foi organizado pela Frente Povo Sem Medo e Frente Brasil Popular, compostas por movimentos sociais e ligadas a partidos de esquerda, como PSOL e PT.
As últimas manifestações foram pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e contra a anistia. Os atos aconteceram em sete capitais no dia 30 de abril, enquanto a oposição pressionava pela aprovação do projeto de lei que concede perdão aos presos do 8 de Janeiro. Agora, o tema esfriou no Congresso, e também nos atos bolsonaristas.
Esquerda vê “janela de oportunidade” após a derrubada do decreto do IOF. Com a derrota do governo Lula no Congresso, o PT e grupos de esquerda iniciaram uma ofensiva nas redes sociais para alavancar as críticas ao Congresso, taxado como inimigo do povo e defensor dos ricos.
“Há um clamor por parte das redes sociais para que a gente coloque o carro na rua”, diz a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). Na avaliação da parlamentar, a esquerda conseguiu pautar o debate e deixou de correr atrás das “narrativas” da extrema direita. “Estamos numa guinada diferente agora, temos as nossas pautas”, disse ao UOL.
Pautas enfrentam resistência no Legislativo. Pesquisa Genial/Quaest divulgada na semana passada mostrou que 70% dos deputados são contra o fim da escala 6×1.
Erika ressalta que a pesquisa é anônima. Poucos parlamentares se posicionaram publicamente a favor da escala 6×1. “Eles sabem o peso que essa pauta tem entre o eleitorado. Serão poucos aqueles que, de maneira pública, demonstrariam ao eleitor que são contra mais tempo de descanso e lazer”, disse a deputada.
Como o UOL mostrou, a ofensiva contra o Congresso teve bom desempenho nas redes sociais. Levantamento da empresa de pesquisas Nexus mostra que a campanha “BBB”, pela taxação de bilionários, bancos e bets, já soma 4,5 milhões de posts no X, Instagram e Facebook.
Frases como “Congresso inimigo do povo” e “ricos paguem a conta” foram algumas das mais utilizadas pela esquerda nas redes. O PT também investiu em vídeos produzidos com Inteligência Artificial.
Os números, porém, continuam abaixo dos resultados obtidos pela direita. Somados, os três primeiros vídeos lançados pela campanha “BBB” foram assistidos 18,7 milhões de vezes no Instagram. Em comparação, o vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-SP) durante a crise do Pix atingiu 200 milhões de visualizações em um dia.

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