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A estratégia para uma mesa de negociação precisa levar em conta as vantagens econômicas para cada lado.
Mas a fundamentação política explicitada por Trump é inegociável para o governo Lula. O presidente do Brasil se posicionou por meio de nota defendendo a soberania do país e a independência do STF.
“A tarifa é um ponto lateral na argumentação [de Trump]. É mais difícil saber o que levar para a mesa [de negociação]”, afirma um aliado de Lula.
Após o tarifaço anunciado por Trump em 2 de abril, o Brasil passou a pagar 10% de tarifas nos produtos vendidos aos EUA. Outros países foram atingidos de maneira mais dura.
Trump na eleição de 2026
Para membros do governo, está claro que a decisão de Trump se trata de uma tentativa de interferir na eleição presidencial de 2026.
O americano já havia saído em defesa de Bolsonaro no início da semana.
Além disso, os tarifaços sobre outros países não tiveram caráter político como agora, destaca uma fonte do governo.
Outro integrante da equipe de Lula diz que o cenário na área econômica pode piorar, mas há quem acredite que a situação pode se voltar contra Trump e Bolsonaro justamente por ferir a soberania do Brasil.
“Devido, em parte, aos ataques insidiosos do Brasil às Eleições Livres e aos direitos fundamentais de Liberdade de Expressão dos americanos [?] a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma Tarifa de 50% sobre todos e quaisquer produtos brasileiros enviados aos Estados Unidos”, disse Trump na mensagem em que anunciou a alta das tarifas.
A pressão sobre o Judiciário e sobre a economia brasileira está sendo feita na esteira de mais um ataque do americano contra o Brics, que discute a implementação de uma moeda alternativa ao dólar para negociações. O caráter político por trás da escalada também está sendo levado em conta pelo governo brasileiro.

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