A Justiça julga nesta quinta-feira (10) o ex-policial Kleber Ferraz Albuês e o técnico de informática Hueder Marcos de Almeida, pelo sequestro e assassinato do músico Thiago Festa, de 27 anos, em dezembro de 2011. O júri começou às 9h no Fórum de Cuiabá.

A decisão, assinada pela juíza Laura Dorilêo Cândido, negou pedidos da defesa para adiar a audiência e revogar medidas cautelares impostas a um dos réus.
Pedidos negados
A defesa de Hueder havia solicitado a revogação das medidas cautelares, a suspensão da sessão do júri e, de forma subsidiária, o desmembramento do julgamento para que o réu fosse julgado separadamente. Todos os pedidos foram negados.
Segundo a decisão, as medidas cautelares continuam válidas, pois foram fundamentadas com base em indícios de que a conduta do acusado poderia prejudicar a regularidade do processo. A alegação de que ele não manteve contato com testemunhas não foi considerada suficiente para derrubar essas medidas.
Sobre o pedido de suspensão da sessão, a magistrada destacou que foram feitas as investigações para localizar as testemunhas indicadas pela defesa e que a responsabilidade de fornecer endereços corretos é da própria parte.
Além disso, a juíza ressaltou que a ausência da testemunha considerada “imprescindível” não anula o julgamento, conforme prevê o Código de Processo Penal e jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Também foi considerado pela magistrada que o depoimento da testemunha ausente não traria prejuízos à defesa, já que ela já havia sido ouvida em outra fase do processo e não presenciou os fatos, limitando-se a relatar a boa conduta do acusado.
Sequestro e morte
Segundo a Polícia Civil concluiu à época, em dezembro de 2011, o policial civil afastado do cargo constrangeu e ameaçou o músico Thiago Festa com arma de fogo no pátio do Centro Integrado de Segurança e Cidadania do bairro Planalto, em Cuiabá.
Sem autorização da família, levou‐o a uma clínica de reabilitação da mãe dele, onde, na madrugada seguinte, obrigou‐o a ingerir grande quantidade de medicamentos de uso restrito, mesmo após o músico declarar-se alérgico.
Após a morte de Thiago, o policial, o técnico de informática e um terceiro não identificado transportaram o corpo do músico até uma estrada no Distrito da Guia, registrando boletim de ocorrência forjado para simular a localização de um cadáver.
A vítima, que morava em Sinop e estava de férias, só teve a morte confirmada quatro dias depois, quando a mãe percorreu o IML.