Lula: Se o que Trump fez no Capitólio fosse no Brasil, arriscaria ser preso

O presidente Lula (PT) pediu respeito do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela Justiça brasileira e afirmou que o norte-americano seria processado no Brasil pela invasão ao Capitólio por apoiadores seus em 2021.

O que aconteceu

“Se o que o Trump fez no Capitólio ele tivesse feito aqui no Brasil, ele estaria sendo processado como o [ex-presidente Jair] Bolsonaro e arriscado a ser preso”, disse Lula, em entrevista ao Jornal da Record. A entrevista foi gravada no Palácio da Alvorada no início desta tarde e a íntegra será transmitida hoje à noite.

“Porque [Trump] feriu a democracia, feriu a Constituição”, disse o presidente. Em 6 de janeiro de 2021, manifestantes apoiadores de Donald Trump entraram pelas portas e janelas do local, quando a vitória presidencial de Joe Biden seria certificada. No Brasil, o episódio é muito comparado ao 8 de Janeiro, incidente pelo qual Bolsonaro é julgado no STF (Supremo Tribunal Federal).

Na época, manifestantes foram incitados por Donald Trump. Eles começaram a se reunir em frente ao prédio à espera da sessão de oficialização de Joe Biden como novo presidente e de Kamala Harris como vice. Eles alegavam, sem provas, que houve fraude nas eleições.

“Nós queremos que ele respeite o Brasil”, afirmou Lula. “Eles têm que respeitar a Justiça brasileira como eu respeito a americana.”

Lula tem focado no discurso da soberania. Em nota oficial divulgada ontem, logo após o envio da carta aberta de Trump ao governo brasileiro em que promete retaliar o país com tarifas de 50%, ele disse que o Brasil “é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém”.

“Se o presidente Trump conhecesse um pouquinho o Brasil, teria mais respeito”, disse Lula. Ele acusou ainda o norte-americano de desconhecer a realidade comercial entre os dois países, “com mais de 200 anos de história”.

Na entrevista, Lula voltou a afirmar que irá tomar medidas com base na Lei da Reciprocidade. O presidente já havia indicado ontem que recorreria à medida. O UOL apurou, no entanto, que isso só deverá ocorrer a partir de 1º de agosto, se as promessas de fato forem cumpridas.

Na entrevista, ele criticou, inclusive, a forma como o anúncio foi feito. “Achei que o material do presidente Trump era um material apócrifo, porque não é costume você mandar correspondência para outro presidente através do site”, afirmou o presidente.

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