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Se o rompimento com Elon Musk serviu para alguma coisa foi para mostrar que Trump não é leal senão consigo mesmo. Está acorrentado aos interesses de Bolsonaro por grilhões de barbante.
Com o patriotismo já bem esfarrapado nas redes sociais, Bolsonaro tornou-se a oportunidade que Lula aproveita para fazer pose de herói da resistência.
O Planalto convida empresários para um comitê de emergência anti-Trump. Equipa-se, de resto, para aplicar a Lei de Reciprocidades caso a tarifa de 50% entre em vigor no dia 1º de agosto, como prometido.
O viés bolsonarista da sanção da Casa Branca deu à política nacional uma aparência de centro terapêutico. Trump é o maníaco. Bolsonaro, o depressivo. Os juízes do Supremo, os terapeutas.
Trancado em seus rancores, Bolsonaro arrasta para a psicanálise de grupo personagens como Tarcísio de Freitas. Quindim do centrão para 2026, o governador não sabe se defende as forças produtivas de São Paulo ou se adiciona Lexotan à sua sopa.

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