Bortolin diz que apoio a Pivetta e Mauro não ameaça candidatura de Janaina: ‘são duas vagas ao Senado’

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), Leonardo Bortolin, minimizou os efeitos da reunião entre as principais lideranças do grupo governista em apoio a Otaviano Pivetta (Republicanos) para o governo e do governador Mauro Mendes (União) para o Senado em 2026.

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Segundo ele, o movimento não compromete o projeto da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que também é pré-candidata ao Senado, já que a próxima eleição terá duas vagas em disputa.
A reunião, realizada na chácara da Bom Futuro, na noite da última terça-feira (8), selou o nome de Pivetta como pré-candidato ao governo pelo bloco governista, e consolidou Mendes como nome ao Senado. Ainda assim, Bortolin acredita que a configuração política ainda está em aberto e que há espaço para que Janaina também conquiste uma das vagas no Congresso.
“Na verdade, vários aspectos têm que ser analisados. Primeiro, são duas vagas ao Senado. Nada impede da pessoa votar na Janaina e no Mauro Mendes, ou no Mauro e na Janaina”, afirmou.
Para ele, o cenário atual das pesquisas aponta justamente para essa tendência de divisão entre os dois nomes.
“Até as pesquisas todas que eu tenho visto mostram isso. Se a eleição fosse hoje, Janaina e Mauro Mendes seriam eleitos senadores, representando o Estado de Mato Grosso. É claro que tem mais de um ano para o processo eleitoral”, disse.
Sobre a disputa pelo governo do Estado, o presidente da AMM reforçou que o nome de Pivetta conta com o apoio claro de Mauro Mendes, mas isso não inviabiliza possíveis composições ou relações amistosas com outros projetos — inclusive o de Janaina.
“Naturalmente o Pivetta é o candidato que o governador Mauro Mendes escolheu, isso ele tem deixado público, e tenta organizar e fortalecer. Nada impede o Pivetta de ter uma excepcional relação com a Janaina. Ele tinha até uma preferência para que ela pudesse concorrer com ele”, revelou.
Bortolin também defendeu que o cenário para o governo ainda está em construção, com espaço para mais articulações e diálogo entre os atores políticos.
“Acredito que ainda tem muito diálogo a ser feito em relação ao governo. Até porque nós temos aí o senador Wellington [Fagundes], temos o senador Jayme Campos; tem o Max Russi, que tem se colocado como uma nova alternativa, mesmo tendo participado do jantar”, apontou.
Na avaliação de Bortolin, o debate político ainda está longe de um ponto definitivo e deverá se intensificar nos próximos meses.

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