Deputado e vereador se manifestam contra fechamento da Coder e defendem reestruturação administrativa para garantir empregos

O deputado estadual Thiago Silva (MDB) utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa (ALMT) nesta quarta-feira (9) para se posicionar contrário ao fechamento e demissão dos trabalhadores da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder). 

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A decisão foi anunciada pela gestão Cláudio Ferraria (PL) e, segundo o deputado, pode gerar a demissão de cerca de 600 trabalhadores. Em vídeo, Thiago Silva frisa que cabe ao Poder Executivo encontrar alternativas que não penalize os trabalhadores que estão há 10, 20 e 30 anos na empresa.
“A Coder é uma empresa pública que presta um serviço importante na nossa cidade. Emprega atualmente centenas de pais e mães que sustentam suas famílias com esforço, dedicação e dignidade. Não podemos aceitar a extinção de uma empresa que tem cumprido seu papel social. Fechar a Coder é jogar na incerteza centenas de pessoas que dependem deste trabalho para viver e cuidar de seus filhos”, argumenta Thiago Silva.
Sobre as dívidas da autarquia, principal defesa da atual gestão municipal para dar seguimento a finalizar as atividades da Coder, Thiago Silva defende que é responsabilidade da Prefeitura de Rondonópolis buscar meios de renegociação. 
“É fundamental que o Poder Público busque a renegociação das dívidas e elabore um plano transparente e responsável de médio prazo para sanar os problemas da empresa e dar a segurança da manutenção dos empregos de cada coderiano”, destaca.
O projeto deverá ser encaminhado para apreciação da Câmara de Vereadores nos próximos dias. Principal liderança do MDB em Rondonópolis, Thiago Silva adianta, ainda, posicionamento da sigla: “Em nome da executiva municipal do MDB, estaremos orientando os vereadores do nosso partido para que votem contra o fechamento e a demissão dos trabalhadores”.
Autor de Lei
Hoje deputado estadual, Thiago Silva cobra transparência da situação da Coder desde os tempos de vereador. No Legislativo Municipal, foi autor da Lei nº 7.706, que obriga a Prefeitura e a Coder prestar contas das informações pertinentes à gestão pública, disponibilizando com clareza as receitas e despesas da administração direta e indireta, incluindo a Coder.
Desde a tramitação do projeto, o então vereador Thiago Silva fez cobranças no Plenário da Casa de Leis: “Cobramos na tribuna da Câmara que a Coder preste contas de suas receitas e despesas através do Portal da Transparência, para que a população possa acompanhar e fiscalizar os gastos. O Portal da Transparência é um mecanismo de fundamental importância para a democracia, pois dá condições para a população acompanhar a gestão dos recursos públicos”, destacou em ocasião, em 2018.
Vereador defende reestruturação administrativa
Já durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Rondonópolis desta quarta-feira, o vereador Defensor Valdenir Pereira (PRD) apresentou uma proposta de reestruturação administrativa da companhia, com o objetivo de evitar o fechamento da autarquia e preservar mais de 600 empregos.
Em entrevista à imprensa local, o parlamentar demonstrou preocupação com o que chamou de “falta de informações técnicas” que embasem uma eventual decisão sobre a extinção da companhia. 
“Enquanto não há dados claros, é muito difícil decidir pelo fechamento da Coder. Trata-se de uma empresa que tem uma função social relevante e que pode ser recuperada com gestão eficiente”, afirmou Valdenir.
Segundo ele, um levantamento feito junto a documentos públicos mostra que a dívida ativa com a União é de aproximadamente R$ 189 milhões acumulados ao longo de décadas, em função de má gestão e parcelamentos não honrados. Parte significativa desse valor, segundo o vereador, refere-se a multas e juros, que poderiam ter sido evitados com um controle mais eficaz.
“O parcelamento dessa dívida em dez anos, resultaria em uma parcela mensal de R$ 1,56 milhão. Com uma reforma administrativa séria e gestão comprometida, a Coder consegue arcar com esse valor e ainda manter os serviços funcionando. Mais importante: garante os empregos dos trabalhadores”, destaca Valdenir.
Valdenir defende uma reestruturação profunda na administração da empresa, com correções de falhas internas, revisão de contratos e melhorias nos mecanismos de controle. 
“Se há problemas como funcionários sem controle de ponto ou indícios de desvio, isso é falha de gestão. Isso precisa ser enfrentado com seriedade. É preciso modernizar a empresa, o almoxarifado, qualificar os trabalhadores, implantar o Plano Cargos Carreira e Salário e também oportunizar uma Plano de Demissão Voluntária para aqueles que decidirem não continuar, além de um trabalho sério para aposentar aqueles que já contam com tempo e idade de contribuição previdenciária”, completa.

 

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