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“O ex-presidente Jair Bolsonaro responde atualmente a ações penais no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado, organização criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e desvio de bens públicos”, afirmam.
“Ao se dirigir ao presidente da República como se este pudesse intervir em decisões do Poder Judiciário, o presidente dos Estados Unidos ignora — ou desconsidera — o princípio da separação dos poderes que estrutura a ordem constitucional brasileira”, apontam.
No ano passado, esses parlamentares estiveram no Congresso americano justamente para alertar sobre os riscos de uma aliança entre a extrema direita americana e brasileira.
Naquele momento, os parlamentares brasileiros e americanos articularam uma carta conjunta de compromisso de defesa da democracia. Fizeram parte da iniciativa o senador democrata Bernie Sanders, além dos congressistas americanos Susan Wild, Jim McGovern, Chuy Garcia e Greg Casar. O deputado americano Jamie Raskin, membro da CPI do Capitólio, também esteve com a delegação.
A ideia era dar uma resposta ao avanço da extrema direita, com ramificações internacionais, financiamento e uma estratégia conjunta de poder.
Naquele momento, em 2024, a missão também contou com o diretor-executivo do Instituto Vladimir Herzog, Rogério Sottili. A entidade atuou como facilitadora dos encontros e tem buscado articular nacional e internacionalmente uma frente de defesa da democracia. Reuniões foram organizadas para buscar apoio e coordenar posições em outros países.
Agora, a nova carta enviada nesta sexta-feira para esse mesmo grupo de parlamentares americanos destaca que a ameaça se concretizou. “A tentativa de projetar sobre o Brasil a narrativa de uma “ditadura judicial” retoma uma estratégia já denunciada por nós, em carta enviada em novembro de 2025, quando alertamos sobre a articulação internacional da extrema direita para deslegitimar decisões soberanas do Estado brasileiro”, disseram.
“Trata-se de uma ofensiva coordenada por atores políticos que rejeitam os limites constitucionais e recorrem à desinformação como método de disputa”, insistiram. O documento insiste em cooperação entre os grupos parlamentares para “enfrentar ameaças autoritárias, em qualquer lugar do mundo”.

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