Preço dos grãos caem em Chicago devido à alta do dólar

Os contratos futuros dos grãos abriram esta sexta-feira (11/7) em queda na Bolsa de Chicago, pressionados por fatores técnicos e perspectivas de oferta favorável nos Estados Unidos, mesmo diante da valorização do dólar e repercussões sobre a sobretaxa de 50% dos Estados Unidos sobre as importações brasileiras.

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Às 10h43 (horário de Brasília), a soja para agosto recuava 0,44%, negociada a US$ 10,0775 por bushel. O milho para setembro caía 0,56%, cotado a US$ 3,97 por bushel, enquanto o trigo para setembro perdia 0,99%, valendo US$ 5,49 por bushel.

A sobretaxa desestimulou o mercado, e o clima de incerteza ficou no ar, afirma a consultoria brasileira Agrifatto. Com isso, os negócios começaram mais lentos na bolsa americana.

Os preços do trigo caem 0,86%, operando a US$ 5,4975 por libra-peso. De acordo com a Trading Economics, o mercado trabalha com compras técnicas e preocupações com a oferta restrita da Rússia. “Os traders observaram que o início lento da colheita no maior exportador mundial, aliado à relutância dos produtores em vender, forçou os exportadores a aumentar os preços na tentativa de garantir volumes para embarque. Por outro lado, a colheita nos EUA continua avançando”, informa a consultoria.

No caso da soja, o mercado também segue à espera da divulgação do relatório mensal do USDA e com as incertezas no mercado após o anúncio via carta de Donald Trump, se mantendo cauteloso, diz a Agrifatto. Entretanto, o contrato de maior liquidez, com vencimento em julho, abrem o pregão com recuo de 1,78%, cotado a US$ 4,00 por bushel.

Por outro lado, a alta do petróleo mexe com o preço do óleo de soja, que sobe de leve, em 0,04%.

Apesar do fortalecimento do dólar, que em tese torna os produtos norte-americanos menos atrativos no exterior, os fundamentos internos e a atuação de fundos no mercado futuro têm prevalecido, ampliando a pressão vendedora nos contratos agrícolas.

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